PS sobre Carlos Costa: "Temos, obviamente, suspeitas sobre a sua conduta"

Vice-presidente da bancada parlamentar socialista admite suspeitas sobre a conduta de Carlos Costa enquanto administrador da Caixa Geral de Depósitos, mas defende que o pedido de exoneração é "precipitado"

"Temos, obviamente, suspeitas sobre a sua conduta". As palavras são de João Paulo Correia, vice-presidente da bancada parlamentar do PS, e referem-se à atuação de Carlos Costa - o atual governador do Banco de Portugal - enquanto administrador da Caixa Geral de Depósitos. Declarações feitas hoje, ao Fórum da TSF, onde o dirigente socialista também disse que os socialistas não acompanham - para já - o pedido de exoneração feito pelo Bloco de Esquerda.

"Há um conjunto de decisões que foram tomadas pela administração da Caixa Geral de Depósitos de 2000 a 2015, que lesaram o património da Caixa em milhares de milhões de euros. Sabe-se que uma parte dessas decisões teve a participação do dr. Carlos Costa como administrador no conselho alargado de crédito. Portanto, temos obviamente suspeitas sobre a sua conduta", afirmou o responsável socialista. João Paulo Correia diz, no entanto, que é cedo para falar na exoneração (que foi pedida ontem pelo Bloco de Esquerda) do atual governador.

"Temos que aguardar que os inquéritos que estão em curso - quer o apuramento de responsabilidades por parte da administração da Caixa, quer o inquérito do Ministério Público, quer o inquérito parlamentar que ainda não começou - sejam todos eles concluídos, que apresentem as suas conclusões, que apontem responsáveis e responsabilidades e aí sim, o governo estará em condições de avaliar se o dr. Carlos Costa mantém ou não mantém a idoneidade suficiente para continuar a governar o Banco de Portugal", sublinhou o vice-presidente do grupo parlamentar socialista.

João Paulo Correia lembrou também que, ainda que haja um pedido de exoneração, o líder do banco central pode recorrer da decisão.

O Bloco de Esquerda anunciou esta segunda-feira a apresentação de um projeto de resolução a recomendar ao Governo que inicie o processo de exoneração de Carlos Costa como governador do Banco de Portugal.

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