Marcelo sobre Tancos: "Se pensam que me calam, não me calam"

Marcelo Rebelo de Sousa reagiu à reportagem da RTP que apontava para conhecimento da Casa Militar da Presidência da República sobre a manobra de encobrimento do caso de Tancos.

De visita à Madeira, e em declarações ao Público, Marcelo Rebelo de Sousa levantou o tom de voz sobre o caso das armas e munições furtadas nos paióis de Tancos: "Se pensam que me calam, não me calam."

O Presidente da República reagia à "especulação política" e, em particular, à reportagem do Sexta às Nove, da RTP, na qual se inferia que o chefe de Estado teria conhecimento da alegada operação de encobrimento do material desaparecido, uma vez que dava como certo que o antigo diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM) tinha feito "vários contactos com o ex-chefe da Casa Militar da Presidência da República", o general João Cordeiro, "antes e depois da recuperação das armas".

"Estranho que quem me queira atribuir o que quer que seja o tenha feito sem me ouvir previamente. É o mínimo para qualquer cidadão", disse ainda o presidente ao Público, que esclareceu ainda "nunca" ter falado com o diretor da PJM.

Aos jornalistas, no final de um debate com alunos na escola secundária Jaime Moniz, no Funchal, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que o anterior chefe da Casa Militar, João Cordeiro, já esclareceu não ter sabido "o que quer que fosse" sobre o memorando escrito pelo ex-porta-voz da PJM, major Vasco Brazão. E que "não houve da parte militar da Presidência da República nunca conhecimento daquilo que surgiu como sendo encobrimento e agora já não é encobrimento".

"Se hoje soubesse quem furtou, não exigia o esclarecimento. Se hoje soubesse o destino das armas, não exigia esclarecimento", reiterou, acrescentando que, se o Presidente insiste no tema, é "porque não sabe".

"Podem insistir uma, duas, dez, 20 vezes: se há quem, dia após dia, contra tudo e todos, tem insistido para se apurasse a verdade, foi o Presidente da República", vincou.

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