PS sem candidato, Costa garante "o maior recato", Ana Gomes já reagiu

A Comissão Nacional do PS já terminou. Como se previa: o partido não terá candidato e "não fixou nenhuma orientação de voto". Mas faz uma "avaliação positiva" do mandato de Marcelo. Ana Gomes já reagiu.

"Quanto a mim próprio manterei o devido recato", "devo manter o maior recato".

A garantia foi dada pelo secretário-geral do PS, António Costa, e tem a ver com a sua conduta face às próximas eleições presidenciais.

O líder socialista falava após uma reunião - por vídeo-conferência - da Comissão Nacional do PS (o órgão máximo entre congressos) onde as eleições presidenciais foram o principal tema.

Como se previa, "o PS não fixou nenhuma orientação de voto" e os seus dirigentes e militantes poderão votar em quem quiserem. Uma decisão aprovada por larga maioria (só com duas abstenções e cinco votos contra)

De resto, Costa salientou que "o PS faz uma avaliação positiva" do mandato do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, nomeadamente na sua "proximidade com os portugueses", na "solidariedade institucional" com outros órgãos de soberania (nomeadamente o Governo).

A "correta colaboração institucional" do Presidente da República permitiu ao país "retomar uma trajetória de crescimento", tem sido "decisiva na pandemia" e "não deixará de ser importante no futuro" para "a reconstrução de Portugal".

Costa saudou as candidaturas presidenciais que já surgiram no "campo democrático" e em particular a de Ana Gomes, uma "distinta militante socialista". Segundo disse, o seu dever é "impor uma derrota clara à candidatura da extrema-direita xenófoba".

Ao mesmo tempo, pediu participação eleitoral: "Apelo para ninguém deixe de intervir nestas eleições, quanto mais não seja pelo exercício do direito de voto". E quanto ao PS - acrescentou - as eleições presidenciais, "que o PS não desvaloriza", serão um "exercício de liberdade e de cidadania ativa".

Dentro da reunião, os dirigentes aprovaram uma moção que diz que "é da lógica do nosso sistema de Governo que Presidente da República, Assembleia da República e Governo não tenham de estar alinhados senão na interpretação e defesa da Constituição e do interesse nacional".

"A diversidade e até a tensão democrática que ocorram entre órgãos detidos por personalidades de distinta proveniência doutrinária e política são normais numa democracia madura e consolidada, como a portuguesa, e podem contribuir para que todos se sintam integrados e representados na casa comum que é Portugal", salienta-se ainda no texto.

Ana Gomes já reagiu

Ana Gomes já reagiu às conclusões da reunião do PS considerando hoje que a sua candidatura ficará "mais forte com os apoios de todos os socialistas que nela se reconhecerem".

"Esta candidatura será mais forte com os apoios de todos os socialistas que nela se reconhecerem", pode ler-se numa nota enviada à agência Lusa pela candidata.

"Muitas e muitos socialistas aguardavam a decisão dos órgãos do PS hoje tomada, para expressar a sua posição sobre as próximas eleições presidenciais"

Na mesma nota, a diplomata e antiga eurodeputada reconhece que "muitas e muitos socialistas aguardavam a decisão dos órgãos do PS hoje tomada, para expressar a sua posição sobre as próximas eleições presidenciais".

"Recebo e receberei, com alegria e sentido de responsabilidade pela confiança depositada, o apoio de todas e todos que se revejam na Candidatura de convergência progressista à Presidência da República que apresentei aos portugueses em 10 de setembro", pode ainda ler-se na nota.

Na reunião do PS, Ana Gomes recebeu o apoio expresso do ministro Pedro Nuno Santos (Infraestruturas e Habitação) e ainda do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.

Marcelo, pelo seu lado, vai ser apoiado por Fernando Medina, presidente da câmara de Lisboa, prevendo-se que aconteça o mesmo com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e até, possivelmente, com o presidente do partido, Carlos César.

Dois deputados - Ascenso Simões e Isabel Moreira - já declararam que irão apoiar o candidato do PCP, João Ferreira.

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