Presidenciais 2021. Bloco terá candidatura própria, garante Catarina Martins

A coordenadora bloquista, Catarina Martins, declarou hoje que o BE apresentará "no seu tempo" a "sua candidatura" à Presidência da República

"Eu julgo que o PS está muito agitado no debate das presidenciais [que serão em janeiro de 2021]. Esse é um problema dos militantes do PS. O Bloco de Esquerda, no seu tempo, apresentará naturalmente a sua candidatura", respondeu Catarina Martins esta segunda-feira, questionada sobre a possibilidade de a socialista Ana Gomes concorrer às próximas eleições presidenciais e de ter nessa candidatura o apoio do BE.

No final de uma reunião com a Associação de Profissionais de Educação de Infância, na sede do BE, em Lisboa, Catarina Martins defendeu que este tema, "para o resto do país, incluindo para o Bloco, não é a prioridade neste momento".

"No PS existe uma tensão e, portanto, seja tema para os militantes do PS, mas para o resto do país, incluindo para o Bloco, não é, de facto, a prioridade neste momento."

Perante a insistência dos jornalistas sobre o `timing´ dos bloquistas para esta decisão sobre a corrida ao Palácio de Belém, a coordenadora do BE apontou que "no PS existe uma tensão e, portanto, seja tema para os militantes do PS, mas para o resto do país, incluindo para o Bloco, não é, de facto, a prioridade neste momento".

"Há tempo, não teria nenhum sentido se fosse essa a prioridade", reiterou.

De acordo com Catarina Martins, as eleições presidenciais são "um debate que o Bloco faz com muita naturalidade".

"Eu devo dizer que considero até que estamos numa posição particularmente privilegiada na forma como podemos fazer esse debate interno e nas soluções que temos para esse momento", afirmou.

"Estamos a começar o desconfinamento, as pessoas estão preocupadas se podem levar as crianças à creche ou à escola, como vão ser os transportes para ir ao trabalho, como é que funciona com estas novas medidas."

No entanto, para a líder do BE, este não é o momento para esse debate.

"Estamos a começar o desconfinamento, as pessoas estão preocupadas se podem levar as crianças à creche ou à escola, como vão ser os transportes para ir ao trabalho, como é que funciona com estas novas medidas", lembrou.

No domingo à noite, a ex-eurodeputada socialista Ana Gomes afirmou que vai refletir sobre as presidenciais, embora não ambicionasse ser candidata, por considerar que "mudou muita coisa" com o primeiro-ministro a antecipar um segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa.

Ana Gomes falava na SIC Notícias a propósito das declarações do primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, na Volkswagen Autoeuropa, na quarta-feira, manifestando a expectativa de regressar àquela fábrica com o atual Presidente da República, já num segundo mandato, dando como certa a sua recandidatura e reeleição.

No entender de Ana Gomes, "esse episódio é absolutamente lamentável e é deprimente mesmo" e "perigoso para a democracia", devendo provocar "uma reflexão" da sua parte e de todos os democratas, porque "de facto mudou muita coisa".

Questionada se admite mudar de ideias e candidatar-se a Presidente da República nas eleições de 2021, a ex-eurodeputada respondeu: "Admito refletir, é isso que vou fazer".

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