PCP reúne Comité Central na terça, Verdes encontram-se na quarta

Será o terceiro Comité Central do ano vai "analisar os resultados das eleições legislativas e analisar a situação política nacional daí decorrente"

Os 144 membros do Comité Central do PCP, órgão dirigente alargado entre congressos, vão ser convocados para reunião na terça-feira para debater os resultados eleitorais desta noite e perspetivar o futuro rumo do partido.

Segundo disse fonte comunista à Lusa, o encontro vai decorrer na sede nacional dos comunistas, na lisboeta rua Soeiro Pereira Gomes, a partir da manhã, sendo as 11:00 meramente indicativas, e está prevista uma conferência de imprensa do secretário-geral, Jerónimo de Sousa, para transmitir as principais conclusões do encontro, ao final da tarde, início da noite.

A mesma fonte adiantou que este terceiro Comité Central do ano vai "analisar os resultados das eleições legislativas e analisar a situação política nacional daí decorrente, assim como as tarefas do partido e também a situação política internacional".

Ao nível nacional, os dirigentes comunistas vão ter em cima da mesa diversos caminhos: a hipótese de renovar a denominada "geringonça" a três ou a quatro (se o PAN for incluído), com acordo por escrito com o PS ou sem qualquer documento, um entendimento parlamentar a solo com os socialistas, se tal for suficiente para uma maioria absoluta, ou mesmo inverter a tendência e voltar à oposição pura e dura, conforme a votação recolhida.

Já esta segunda-feira, os 21 elementos da cúpula do PCP, a comissão política do Comité Central, encontram-se para a sua reunião semanal, também na sede partidária, a fim de fazer uma primeira análise, mais a frio, da noite eleitoral de hoje e suas consequências, bem como um balanço da campanha da CDU.

O outra força política da coligação, Os Verdes, vai reunir os 15 membros da direção, ou seja, a sua comissão executiva nacional, quarta-feira, pelas 19:00, na sede lisboeta, junto à Assembleia da República, igualmente para analisar os resultados eleitorais e as ações a adotar pelo partido, que, à semelhança de BE e PCP, também subscreveu há quatro anos uma posição conjunta com o PS, viabilizando assim o Governo minoritário dirigido pelo atual primeiro-ministro, António Costa.

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