Parlamento manifesta pesar pela morte do ator José Lopes

A Assembleia da República aprovou por unanimidade votos de pesar pela morte do psicanalista Carlos Amaral Dias, do ator José Manuel Lopes e do antigo deputado do CDS-PP Carlos Oliveira e Sousa.

O voto de pesar pela morte de Carlos Amaral Dias, em 3 de dezembro, foi apresentado pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e recorda o percurso pessoal, académico e profissional do psicanalista e professor.

"Nascido em Coimbra, em 26 de agosto de 1946, Carlos Augusto Amaral Dias era professor catedrático da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, escola em que se doutorou após a licenciatura em Medicina, com especialização em Psiquiatria", refere o voto, que recorda as funções que desempenhou como presidente da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e vice-presidente da Academia Internacional de Psicologia, bem como as suas colaborações regulares com programas de comunicação social.

No dia seguinte à sua morte, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) anunciou que determinou a instauração, no imediato, de um inquérito "para aferir com rigor" todas as circunstâncias da sua morte, numa ambulância, depois de terem sido noticiados atrasos no socorro.

Por unanimidade foi igualmente aprovado um voto de pesar pela morte do ator José Manuel Lopes, aos 61 anos, na terça-feira, que recorda o seu percurso profissional, a colaboração, na docência, com Luís Miguel Cintra, do Teatro da Cornucópia, e a sua participação em peças como "Os Negros", de Jean Genet, e "Vida e Morte de Bamba", de Lope de la Vega.

"José Manuel Lopes, não sendo uma figura muito conhecida para o grande público, era, no entanto, um ator muito respeitado por todos os que pertencem ao meio teatral e cinematográfico", lê-se no texto.

O parlamento aprovou igualmente um voto de pesar pela morte de Carlos Eduardo de Oliveira e Sousa, nascido em setembro de 1946 em Santa Maria da Feira, e que desempenhou funções como deputado do CDS pelo círculo de Aveiro nas II, III, e IV legislaturas.

De acordo com o voto dos democratas-cristãos, Carlos Oliveira e Sousa desempenhou ainda funções de vereador da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e de colaborador da Comissão de Coordenação da Região Norte.

A Assembleia da República aprovou igualmente um voto de pesar apresentado pelo Bloco de Esquerda pelo assassínio de mais dois líderes da tribo indígena Guajajara, Firmino Prexede Guajajara e Raimundo Benício Guajajara, no Brasil.

"Firmino Guajajara e Raimundo Guajajara são membros da tribo Guajajara, conhecida como guardiã da Amazónia por proteger a floresta. Este ataque ocorreu perto da zona onde há apenas um mês outro membro da tribo, Paulo Guajajara, foi morto a tiro por madeireiros", refere o voto, que aponta a "escalada de violência" sobre os povos indígenas do Brasil durante a presidência de Jair Bolsonaro.

Para o BE, estes ataques "configuram um ataque à vida, mas também ao direito ao território, aos modos de vida e à segurança dos povos nativos e devem ser motivo de preocupação e condenação".

"Estes ativistas ambientais foram assassinados a defender um bem essencial a toda a Humanidade. O ataque ocorreu durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP25 e coloca em evidência a necessidade de aliar a proteção da natureza ao respeito dos direitos humanos", salientam os bloquistas.

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