PAN elogia timing, Verdes criticam oportunidade

Partidos ambientalistas com representação parlamentar veem de forma oposta a remodelação governamental. Para André Silva, este é o momento certo, PEV critica defesa do Orçamento por ministros novos

Os partidos ambientalistas com representação parlamentar veem de forma oposta a remodelação governamental anunciada este domingo. Para o PAN, o timing é o melhor, para os Verdes a mexida não podia vir em pior altura.

Segundo o deputado único do PAN, André Silva, este é o tempo oportuno para a remodelação, para não desviar a atenção do debate sobre o Orçamento do Estado para 2019. "Relativamente ao timing, o Governo escolheu a melhor altura porque consegue que a remodelação não fique no centro da atualidade política. Estamos em pleno debate do Orçamento do Estado [OE]. O timing parece que foi propositadamente escolhido, hoje, para que não ocupar o centro da atualidade", disse à agência Lusa o deputado do PAN.

Já Os Verdes apontaram, em comunicado, que nas "vésperas da entrega e discussão do OE não parece ser o momento mais adequado para remodelações governamentais, tendo em conta a necessidade que o Parlamento tem de esmiuçar as diferentes estratégias e rubricas e que o fará agora com ministros que não participaram na elaboração desse documento nas respetivas pastas que agora assumem".

"Os Verdes têm verificado que a mudança de ministros não tem correspondido, ao longo dos anos e dos Governos, a mudanças de políticas, e o que se torna mais importante, muito para além de um pronunciamento sobre os nomes em concreto, é garantir um caminho de investimento e de relação da tutela com os seus destinatários que seja dignificante para o desenvolvimento do país", lê-se no texto.

Já o deputado do PAN saudou que o facto de a transição energética passar para a tutela do Ambiente. "Faz todo o sentido que seja incluída no Ministério do Ambiente. É necessário pensar que formas ambientalmente sustentáveis o país pode dispensar as fontes de energia baseadas em hidrocarbonetos, mas mais importante é fazer-se uma alteração de paradigma e de prioridades nas políticas ambientais, que têm privilegiado os agentes económicos em detrimento do bem comum", disse André Silva.

Sobre a Cultura, uma preocupação imediata: "À nova ministra da Cultura não conhecemos as posições sobre as tradições mais anacrónicas no nosso país, nomeadamente a tauromaquia. Esperamos que traga uma nova perspetiva sobre a matéria, de acordo com os valores éticos mais progressistas do século XXI", apontou.

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