Os desafios do sucessor de Azeredo Lopes

Quem será o novo ministro? O precedente de Jaime Gama ter acumulado a pasta dos Negócios Estrangeiros com a da Defesa pode ser repetido.

O novo ministro da Defesa deverá ser alguém que já domine o orçamento de Estado (OE) para as Forças Armadas para ser capaz de o defender no Parlamento, admitiram esta sexta-feira diferentes fontes do setor.

Nesse sentido, uma solução possível é a da escolha de Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros que já tutelou as Forças Armadas e por haver um precedente de Jaime Gama nos anos 1990, admitiram fontes do setor ao DN.

Outros dois nomes indicados como prováveis são o de Carlos César, presidente e líder da bancada do PS no Parlamento, e Marcos Perestrello, que agora cessa funções pela segunda vez como secretário de Estado da Defesa.

Contudo, fontes do Ministério da Defesa disseram ao DN que Marcos Perestrello "não quer e já arrumou os papéis".

Outras fontes adiantaram que Azeredo Lopes regressará segunda-feira ao Ministério para se despedir dos seus colaboradores.

Dado como certo é o peso acrescido que o Presidente da República passará a ter na área da Defesa, pois cabe-lhe dar posse ao nome a propor pelo primeiro-ministro.

Desafios económicos

Conhecer e defender a proposta de orçamento para a Defesa será o primeiro dos objetivos do novo titular da pasta, assumindo que será alguém conhecedor da instituição militar. Seguem-se as propostas de revisão das leis de Programação Militar (LPM) e de Infraestruturas, que ainda nem começaram a ser discutidas com a oposição.

A recém-aprovada proposta de incentivos para os militares em regime de voluntariadao e contrato é outro assunto com implicações financeiras a exigir a atenção do sucessor de Azeredo Lopes. Politicamente, a manutenção do general Rovisco Duarte como chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) continuará a manter viva a questão de Tancos em termos militares, admitiram altas patentes ao DN.

Promoções ainda por aprovar, carreiras e falta de efetivos são outros dossiers complexos em cima da mesa, para além do problema crónico que representa o buraco financeiro do Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA).

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