Marcelo: "Ainda falta o mais difícil. Não queremos morrer na praia"

Presidente da República explicou esta noite porque prorrogou por mais 15 dias o estado de emergência. A intenção, disse, é que não tenha de o voltar a fazer

Maio vai ser o mês do início da abertura mas a operação mas isso tem tanto de "sedutora" como de "complexa", necessitando todo o processo de "bom senso".

Equilibrando-se entre o otimismo e a cautela, o Presidente da República aproveitou esta noite a comunicação ao país onde explicou porque voltou a prorrogar o estado de emergência - agora até 2 de maio - para enfatizar que a abertura em maio é possível - mas "tudo dependerá do que conseguirmos alcançar até ao fim de abril".

"Tudo convida a facilidades tentadoras. Temos de saber resistir. Ainda nos falta o mais difícil. Não queremos morrer na praia", enfatizou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República enunciou as três razões que o levaram a decretar mais duas semanas de estado de emergência (que assim completará um mês e meio).

Por um lado, atender à situação nos lares; por último reforçar o SNS; e por último, dar "tempo ao governo para definir critérios para a reabertura da economia".

Neste aspeto, há uma "preocupação essencial: criar confiança e segurança aos portugueses nos portugueses, para que eles possam sair de casa, ir reatando paulatinamente a sua vida, sem se correr o risco de passos precipitados ou contraproducentes".

Porque "uma crise na saúde bem encaminhada e uma reabertura bem ponderada dão força à economia e à sociedade, do emprego ao consumo, do investimento ao turismo, da cultura à comunicação social".

Ao invés, "uma crise de saúde menos bem controlada e uma abertura menos calculada podem criar problemas à vida, à saúde, à sociedade e à economia".

O que importa assim é tudo fazer para que maio seja "o mês da ponte entre o dever e a esperança".

No final disse que tudo o que foi alcançado não foi por "milagre" mas sim por "sacrifício". Neste aspeto, elogiou expressamente a conduta do Governo - e do primeiro-ministro em particular - mas também a classe política em geral e o clima de "unidade" no combate à pandemia.

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