João Ferreira apresenta-se como o candidato "ao lado dos interesses do povo"

Contra o capitalismo, o candidato à presidência da República, apoiado pelo PCP, diz que a "igualdade não pode ser apenas uma palavra inscrita na Constituição" e critica Marcelo, que tem "falsa empatia" e está comprometido com as políticas de Direita.

Um Presidente da República "comprometido com os interesses do povo e não com os interesses dos grandes grupos económicos", que não se resigne e lute pela igualdade entre todos, mulheres, jovens, idosos e reformados, é o que defende João Ferreira, apoiado pelo PCP; que esta quinta-feira apresentou a sua candidatura a presidente da República. "A igualdade não pode ser apenas uma palavra inscrita na constituição" e, por isso, João Ferreira, promete "aprofundar o regime democrático consagrado na Revolução de Abril".

João Ferreira diz que pretende "defender, aprofundar e ampliar o regime democrático consagrado na Constituição", o que Marcelo Rebelo de Sousa não tem feito, criticou: "É notório que o atual Presidente da República está empenhado numa rearrumação de forças políticas, assente no branqueamento da política de direita e dos seus executores, promovendo a sua reabilitação, na forma da chamada política de "bloco central", formal ou informalmente assumida, que marcou o país nas últimas décadas."

"Falsa empatia" de Marcelo

Na sua declaração, o eurodeputado do PCP disse que um "presidente da República não se pode resignar" e deve dar resposta aos anseios de todos, sobretudo dos que sofrem com as desigualdades, como as mulheres, os jovens, os idosos. " Esta candidatura apela à força que hã em todos, em cada um de nós." Para tal, afirmou, é preciso conhecer os problemas, o que "exige uma genuína ligação à vida e não uma falsa empatia que se esboroa quando os assuntos são tão sérios como a dificuldade de se viver com os baixos salários, pensões, reformas e prestações sociais", em nova crítica a Marcelo.

O retrato do país foi negro. Desde a pandemia de covid-19, que "agravou velhos problemas de desigualdade", ao "racismo e fascismo" que agora são promovidos, às ameaças ecológicas, à falta de investimento na saúde, educação, na ciência, aos problemas na justiça, aos desequilíbrios regionais, à "submissão do país a decisões da UE contrárias aos interesses nacionais".

Tudo contrário, aponta o candidato, ao "caráter progressista do regime democrático emergido da Revolução do 25 de Abril". A culpa tem sido, disse, dos sucessivos governos e presidentes da República, na sala da Voz do Operário em Lisboa, onde decorreu a apresentação.

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