Governo desafia refugiados a trabalhar na agricultura e turismo

O governo quer mobilizar os refugiados acolhidos em Portugal para trabalhar no interior em áreas em que há falta de mão-de-obra

Os refugiados acolhidos em Portugal vão tentar ser canalizados para trabalharem no interior em duas áreas em que há falta de mão-de-obra: agricultura e turismo, segundo o Jornal de Notícias (JN). Esta medida foi aprovada pelo governo em julho e insere-se no Programa de Valorização do Interior.

Cerca de cem municípios de norte a sul do país já aderiram a este programa, "Conhecidas que são as necessidades em determinados setores de atividade, de que são exemplo o turismo, a agricultura, a pecuária, a exploração florestal, a metalurgia e metalomecânica, o calçado, as tecnologias de informação e conhecimento, entre outros, pretende-se levar a cabo iniciativas que fomentem a integração no mercado de trabalho: formação, estágios, emprego e empreendedorismo", disse ao JN fonte oficial do Ministério da Presidência.

Um dos exemplos citados pela mesma fonte, é o curso-piloto de formação de cozinha/restaurante, já realizado em Lisboa cujos formandos refugiados já estão em fase de estágio.

A nível local também já há projetos de acolhimento dos refugiados, como é o caso dos municípios do Fundão e de Idanha-a-Nova. No primeiro caso, onde foram acolhidos, no mês passado, 19 beneficiários de proteção internacional, há a intenção de os canalizar para a agricultura e floresta . No segundo, o projeto de integração de dois refugiados provenientes da Eritreia na agricultura foi reconhecido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados como um bom exemplo de acolhimento.

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