GNR resgatou e auxiliou mais de 2500 pessoas na Grécia

Os 60 militares da GNR destacados na Grécia, no âmbito da missão Frontex, já resgataram e auxiliaram mais de 2500 pessoas este ano na Grécia.

O ministro da Administração Interna começa esta segunda-feira uma visita à Grécia, onde irá discutir com as autoridades locais, a participação portuguesa nas missões Frontex - Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira. Eduardo Cabrita debate a cooperação entre os dois países sobre refugiados e migrações, num ano em que 60 militares da GNR destacados já auxiliaram e resgataram mais de 2500 pessoas.

A agenda da deslocação, que se prolonga até terça-feira, inclui uma visita ao contingente da Guarda Nacional Republicana e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) empenhados no Frontex, no porto de Pithagorios, ilha de Samos, e no porto de Pireu e campo de refugiados de Elonas, em Atenas.

Eduardo Cabrita discutirá com as autoridades gregas soluções para a pressão migratória a que a Grécia está sujeita, país europeu que mais registou pedidos de asilo per capita.

A participação nas missões Frontex na Grécia também será tema das reuniões. Portugal tem elementos da GNR, do SEF e da Polícia Marítima nestas operações que visam controlar os fluxos de migração ilegal e a criminalidade transfronteiriça.

Segundo dados do Ministério da Administração Interna, a GNR resgatou e auxiliou este ano mais de 2500 pessoas no âmbito daquelas missões, das quais 311 foram resgatas ao largo da Grécia. Foram também intercetados pela mesma força 2262 migrantes em patrulhamentos terrestres naquele país, Bulgária e Espanha.

Operacionais

Na ilha de Samos, no âmbito da Joint Operation POSEIDON 2018, encontram-se destacadas duas Forças da Unidade de Controlo Costeiro da GNR. A UCC/GNR tem uma segunda Força destacada na ilha de Kastellorizo, no extremo Sudeste da Grécia. Esta equipa tem a missão de, diariamente e sobretudo durante o período da noite, patrulhar a fronteira marítima com a Turquia, para detetar e prevenir a travessia marítima de migrantes ou, se já em águas gregas, acompanhar ou resgatar os migrantes que necessitam de auxílio.

A GNR destacou também uma Força Thermo Vision Vehicle (TVV), equipada com uma viatura e duas câmaras térmicas de visão noturna. Os militares têm a missão de detetar as embarcações utilizadas para a travessia marítima dos migrantes provenientes da costa turca. No total, a GNR tem atualmente 60 militares na Grécia empenhados nas missões da FRONTEX. Ao longo dos últimos anos, mobilizou 537 militares nestas missões.

Já o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, no âmbito das operações relacionadas com a crise humanitária no Mar Mediterrâneo e Mar Egeu, tem destacado inspetores nas operações coordenadas pela FRONTEX, para apoio às autoridades locais no controlo e vigilância das fronteiras marítimas, que permitem o salvamento de vidas, a identificação de vítimas de tráfico de pessoas, a identificação de pessoas que necessitam de proteção internacional, e identificação e o registo de migrantes.

Participa também em missões de rastreio de situações de auxílio à imigração ilegal e de deteção de redes de crime organizado, com relevo para as que se dedicam a explorar imigração ilegal e o tráfico de seres humanos, bem como a fraude documental. É no SEF que se encontra o NFPOC - National Frontex Point of Contact, ou seja, o ponto de contacto nacional com a FRONTEX, por onde passa toda a comunicação operacional da agência.

Nos últimos anos, o SEF envolveu 659 peritos em operações conjuntas da FRONTEX. Para o ano de 2018, está prevista a participação do SEF com 56 elementos em 13 operações conjuntas.

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