Ferro Rodrigues apela à convergência num ano em ninguém "imaginaria autorizar o estado de emergência"

O presidente da Assembleia da República assinala este domingo um ano da tomada de posse do Parlamento. Pede aos deputados que "abdiquem dos interesses particulares" e lembra como a pandemia mudou tanta coisa. Ferro Rodrigues promete "continuar e exercer o papel com Isenção", "não isenta de críticas"

Eduardo Ferro Rodrigues dirigiu-se este domingo aos deputados através de um texto publicado no site da Assembleia da República, assinalando um ano da Legislatura e cinco da sua presidência.

Foi a 25 de outubro que os deputados resultantes as eleições de 6 de outubro de 2019, tomaram posse, "com uma configuração muito diversa da que teve na anterior legislatura"", sublinha o presidente da Assembleia da República (AR).

"Novos rostos, novas realidades, novos partidos com assento parlamentar, porém a mesma centralidade da Assembleia da República no sistema político português", acrescenta.

E é esses "depurados e deputadas" que pede, "num momento tão difícil", que "estejam à altura das responsabilidade" exigidas pelos eleitores e que "possam abdicar de interesses particulares e de convergir no que é absolutamente essencial": enfrentar, "em conjunto, os muitos e exigentes desafios" que têm pela frente".

Ninguém imaginava "o quão difícil viria a ser este ano, marcado por circunstâncias extraordinárias que a crise pandémica de COVID-19" trouxe a todo o mundo", salienta Ferro Rodrigues, questionando: " Quem, há um ano, imaginaria que a Assembleia da República viria a ser chamada a autorizar a declaração do estado de emergência, e a fazê-lo por três vezes?"

O texto termina com uma palavra de confiança e de agradecimento a todos os que trabalham no Parlamento, referindo o presidente da AR que a "história demonstra" que têm sido "capazes". Escreve: "Somos capazes, seremos capazes".

Pela sua parte, "o terceiro presidente da AR a ser reconduzido", promete "honrar o compromisso" assumido. O que significa "estar à altura das responsabilidades e das expectativas que os meus pares" nele depositam, exercendo, "sempre com isenção - mas não isento de críticas, o que é próprio de uma instituição democrática como esta -, as" suas "competências, em respeito pela Constituição, pelas Leis e pelo Regimento da Assembleia da República".

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