"Debates em democracia nunca são para preencher calendário", avisa Marcelo

O Presidente da República defendeu que "os debates, em democracia, nunca são para preencher calendário", assumindo ter uma posição de equilíbrio em relação ao tema, designadamente os debates parlamentares quinzenais com o primeiro-ministro, que passaram a bimensais.

"Os debates, em democracia, nunca são para preencher calendário. Ouvi alguém dizer que não fazia sentido. Faz sentido fazer debates para preencher calendário, porque é isso a democracia", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas, em Lisboa.

O Chefe do Estado ressalvou que a alteração ao Regimento da Assembleia da República, acordada por PS e PSD, é "matéria do foro" do Parlamento, mas vincou ter uma "posição de equilíbrio", de "não passar do oitenta para o oito".

O Presidente da República respondia a questões da comunicação social após uma visita a três unidades hoteleiras lisboetas, a convite da Confederação do Turismo de Portugal e da Associação da Hotelaria de Portugal.

"Já fiz um comentário a título de exemplo. Como eventual recandidato à Presidência da República: debates com todos os candidatos", recordou Marcelo Rebelo de Sousa para mostrar o seu espírito democrático.

Rebelo de Sousa deu ainda o exemplo da chanceler alemã, Angela Merkel, que vai "ao Bundestag (Parlamento) antes de todos os Conselhos Europeus explicar a posição do Governo, com números" - "está a cumprir calendário, mas está a fazer democracia".

"Quando as instituições começam a fechar-se porque acham que há debates a mais, há qualquer coisa que não é boa para a democracia", concluiu o Chefe do Estado.

Mais Notícias