Covid-19. Teste deu negativo, mas Marcelo mantém agenda suspensa

O teste ao coronavírus realizado esta segunda-feira ao Presidente da República deu negativo. António Costa já se congratulou com o resultado.

O teste ao coronavírus realizado esta segunda-feira ao Presidente da República deu negativo, informou a Presidência da República na sua página oficial. Minutos depois de ser conhecido o resultado do exame - "uma boa notícia pessoal e para o exercício das funções" - Marcelo Rebelo de Sousa falou ao telefone, à RTP 3, e contou que ligou ministra da Saúde e à diretora-geral da Saúde quando domingo teve conhecimento de que tinha recebido em Belém uma turma da escola de Felgueiras onde há um caso positivo.

Marcelo contou que teve "reação instintiva" que teria de ficar em isolamento, mas pegou no telefone e falou com a ministra Marta Temido e com Graça Freitas, que o informaram que este era o protocolo genérico. "Não havia razão para o Presidente da República ter um tratamento de exceção, pelo contrário, dado o universo de portugueses que contacta e que é muito maior", disse o chefe do Estado.

"Não vale a pena correr riscos, não por mim, mas pelo que podia estar a transmitir involuntariamente", acrescentou Marcelo, exemplificando que, no domingo, tinha previsto na sua agenda participar numa procissão onde estariam milhares de pessoas.

Também o primeiro-ministro reagiu e imediato à notícia, através do Twitter. António Costa começou por felicitar o Presidente pelo quarto aniversário do seu mandato - que se cumpre esta segunda-feira (9 de março) - e, depois, para se congratular pelo facto do teste ao covid-19 ter dado negativo.

"Apesar de continuar sem sintomas viróticos, o Presidente da República continuará a trabalhar em casa até perfazer as duas semanas referidas na nota ontem divulgada", lê-se na nota publicada esta tarde no site da Presidência da República.

Na entrevista telefónica à RTP 3, Marcelo disse que próxima na terça-feira 17 de março se passam duas semanas desde que recebeu a turma da escola de Felgueiras, pelo que não terá agenda "até final da semana que vem".

Até regressar a Belém, trabalhará em casa - esta segunda-feira deu entrada na nova lei do Orçamento de Estado para 2020, que o Presidente quer despachar até ao final desta semana.

Medida de prevenção

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou no domingo que iria manter-se em quarentena voluntária depois de ter recebido em Belém uma turma de uma escola de Felgueiras, entretanto encerrada por ter sido detetado um caso positivo naquele estabelecimento de ensino.

Apesar de Marcelo, de 71 anos, não apresentar sintomas desde o início, o teste foi realizado como medida de prevenção.

Horas antes da informação de que o Presidente iria realizar o teste ao covid-19, a Presidência da República havia anunciado que Marcelo Rebelo de Sousa suspendeu a agenda por duas semanas e irá permanecer em casa sob monitorização, "apesar de não apresentar nenhum sintoma" de infeção pelo novo coronavírus.

A decisão de Marcelo se manter em isolamento durante duas semanas foi tomada depois de o chefe do Estado ter recebido na terça-feira, no Palácio de Belém, uma turma de uma escola de Felgueiras (Porto), que foi encerrada devido ao internamento de um aluno, explicou a Presidência, numa nota publicada na página oficial.

"Atendendo ao que se sabe hoje e não se sabia na terça-feira passada, tendo ouvido as autoridades de saúde, o Presidente da República, apesar de não apresentar qualquer sintoma virótico, decidiu cancelar toda a sua atividade pública, que compreendia várias presenças com número elevado de portugueses, assim como a própria ida a Belém, durante as próximas duas semanas. O mesmo fará com deslocações previstas ao estrangeiro", lê-se na nota de Belém.

Com Lusa

Mais Notícias