Costa. "Estamos disponíveis para uma relação mais ambiciosa"

Primeiro-ministro esteve reunido com Michel Barnier e acompanha a posição do principal negociador do Brexit: a relação futura entre as duas partes pode ser mais ambiciosa. Mas o Tratado é o que está em cima da mesa

António Costa afirmou hoje que, se o Reino Unido expressar a vontade de "uma relação mais ambiciosa" para o futuro do que aquela que ficou expressa na declaração política anexa ao tratado do Brexit, Portugal está disponível para avançar nesse caminho. O primeiro-ministro acompanha assim a posição expressa pelo principal negociador da UE no Brexit, o francês Michel Barnier, que voltou esta tarde a defender - depois de o ter já feito na Assembleia da República - que a União Europeia está disponível para a ir mais longe na futura relação económica com os britânicos.

Declarações feitas em São Bento, na residência oficial do primeiro-ministro, depois de uma reunião ao almoço entre o líder do executivo e o ex-comissário europeu que conduziu as negociações em nome dos 27 para a saída dos britânicos da UE. "Se o Reino Unido, desejar desde já, expressar o desejo de uma relação mais ambiciosa com a União Europeia do que aquela que está na declaração política anexa ao acordo estamos disponíveis", disse António Costa, antes de acrescentar: "Gostávamos era que o Reino Unido ficasse, não pedimos para o Reino Unido sair da União Europeia".

Nesse sentido, "tudo o que o Reino Unido queira para ficar na União Europeia ou ter uma relação mais ampla com a União Europeia, será bem vindo, não terá nenhuma oposição", prosseguiu Costa, que defendeu a urgência de as autoridades britânicas darem um passo decisivo para que "até às 23 horas do dia 29 de março possamos ter um bom acordo".

Como de manhã, Barnier surgiu na conferência de imprensa com o tratado do Brexit na mão, e voltou a dizer que este é o melhor acordo possível para a saída do Reino Unido do espaço da União Europeia. António Costa concorda: "O tratado foi negociado largamente, foi duramente negociado e chegámos a um acordo aceite pela senhora May", sublinhou o primeiro-ministro, acrescentando que "desde o primeiro minuto o Conselho Europeu e a Comissão Europeia têm procurado ajudar os governos britânicos",

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