Costa espera que discussão pública enriqueça o documento com novas ideias

Primeiro-ministro pretende "enriquecer o debate" e "novas ideias" para "que se foque bem nas oportunidades que o país não pode perder para ter, simultaneamente, uma resposta de efeito imediato" à crise provocada pelo covid-19

O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira esperar que a discussão pública do Plano de Recuperação 2020/2030, da autoria do gestor António Costa e Silva, possa incorporar no documento novas ideias sobre a transformação estratégica a operar no país.

Esta expectativa de António Costa consta de uma mensagem de vídeo que enviou de Bruxelas, onde se encontra desde sexta-feira, e que foi transmitida no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na abertura da sessão de apresentação pública do documento intitulado "Visão Estratégica para o Plano de Recuperação 2020/2030", do professor universitário António Costa Silva.

Numa mensagem com cerca de dois minutos e meio, o primeiro-ministro disse pretender que a discussão pública deste documento estratégico de médio prazo, que esta terça-feira se inicia, "ajude a enriquecer o debate e traga ainda novas ideias", permitindo "que se foque bem nas oportunidades que o país não pode perder para ter, simultaneamente, uma resposta de efeito imediato" à atual crise provocada pela pandemia da covid-19, "mas também a capacidade de projetar a ambição de transformação estratégica do país".

António Costa começou por defender que a covid-19 trouxe consigo também uma crise económica e social "muito profunda" e, para lhe responder, o seu Governo tem vindo a procurar agir "na fase da emergência e na fase da estabilização".

"Em conjunto com os nossos parceiros da União Europeia, temos vindo a construir a capacidade de a Europa poder responder de uma forma robusta àquilo que são as necessidades da reconstrução. Tem de ser uma reconstrução que tenha efeitos económicos e sociais imediatos, mas que não possa deixar de estar ancorada na nossa grande ambição de futuro: A ambição de acelerar a ação climática, a transição digital, a autonomia estratégica da nossas economias através da industrialização, da reconversão industrial, do aproveitamento dos nossos recursos, e também de ultrapassar muitas das assimetrias que ainda temos nas nossas sociedades", referiu.

Segundo o primeiro-ministro, ao longo dos próximos meses, vai ter de se fazer "um esforço grande no sentido de rapidamente montar um conjunto de programas de curto, médio e longo prazo", sendo para isso "necessário que haja um fio condutor entre eles".

"Temos de ter uma visão estratégica comum. E foi para o desenho dessa visão estratégica comum, que sirva de elo de ligação entre os diferentes instrumentos de política, que tive a oportunidade de convidar o professor António Costa Silva para fazer um trabalho de diálogo com a sociedade e de mobilização do seu conhecimento para nos apresentar um plano para a recuperação económica do país", acrescentou.

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