CIP reage ao OE 2021: "É uma grande desilusão"

O líder da Confederação Empresarial Portuguesa (CIP), António Saraiva, classificou o Orçamento do Estado para o próximo ano de "desilusão", já que não contém uma única medida para as empresas.

António Saraiva foi muito crítico do Orçamento do Estado para 2021, apresentado nesta manhã de terça-feira pelo governo. O líder da CIP afirmou que a economia e as empresas "foram totalmente esquecidos". E, por isso, classificou o documento de "grande desilusão".

"Não há uma única medida que seja dedicada às empresas. Há muito apoio social, e bem, de preservação do emprego, mas não o emprego através das empresas, que mostraram muita resiliência nesta crise", disse António Saraiva.

Considerou mesmo "quase ofensivo" que o primeiro-ministro diga que a única medida para as empresas seja a de não existir qualquer aumento de impostos.

O ministro das Finanças, João Leão, indicou nesta terça-feira que este é um Orçamento do Estado "certo para Portugal" que responde à pandemia com a proteção dos postos de trabalho e do rendimento das famílias e promete não hesitar "em lançar mais medidas anticíclicas".

João Leão apresentou o seu primeiro Orçamento depois de ter assumido funções em junho, apontando os apoios previstos e reafirmando que as medidas colocam "no bolso dos portugueses" 550 milhões de euros.

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