CDS quer primeiras consultas de especialidade nos privados

Os centristas avançam com a proposta de fixar tempos máximos para as primeiras consultas de especialidade. E se Estado não garantir o cumprimento dos prazos, doentes devem ser reencaminhados para os serviços privados e do setor social. Tudo para diminuir tempos de espera.

O CDS defende que todos os portugueses que precisam tenham uma primeira consulta médica de especialidade em tempo útil. Querem por isso fixar prazos máximos para o Estado responder nas unidades públicas, caso contrário os doentes deverão ser reencaminhados para os serviços privados de saúde ou para o setor social.

A proposta foi defendida esta terça-feira por Adolfo Mesquita Nunes, que está a coordenar o programa eleitoral do CDS e tem por objetivo reduzir os tempos de espera e "assegurar o diagnóstico precoce". Os centristas sublinham que "o prognóstico de grande parte das doenças crónicas melhora quanto mais precoce for o seu diagnóstico e tratamento especializado". Alertam para o facto de os tempos máximos de resposta garantidos, já fixados por lei, estarem a ser "crescentemente desrespeitados".

Atualmente, os utentes só podem escolher hospitais da rede pública para a sua primeira consulta de especialidade. O CDS pretende agora que o médico de família possa aceder a uma plataforma de marcação de consultas e escolha qual das unidades, pública, privada ou do setor social, que pode responder mais rapidamente ao agendamento da consulta de especialidade. "O utente volta ao SNS já com sua primeira consulta feita, e portanto com melhores possibilidades de ser direcionado e atendido", garantem os centristas.

O CDS garante que o seu objetivo não é privatizar o SNS, antes favorecer o diagnóstico precoce. Trata-se, defende, de importar o mesmo modelo que já foi adotado para as cirurgias e que "tem provado bem". O SNS asseguraria as despesas de transporte dos doentes, ficando excluídos do pagamento pessoas que cumulativamente tenham condições de insuficiência económica e uma situação clínica que justifique.

Segundo a proposta centrista, os hospitais do setor privado ou social receberiam de acordo com a tabela de preços em vigor para as consultas. O CDS defende que este modelo não implicaria mais despesa para o Estado pois o SNS deixaria de realizar a despesa inerente à consulta.

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