Avante!: PCP desvaloriza providência cautelar e insere-a na "campanha reacionária"

A iniciativa legal entregue no tribunal do Seixal pertenceu ao presidente do Palmelense Futebol Clube, Carlos Valente, também o representante de uma marca de equipamento audiovisual que fornece discotecas e festivais musicais.

Os responsáveis do PCP consideraram nesta terça-feira que a providência cautelar contra a realização da Festa do Avante! não tem "qualquer fundamento" e é "só justificável" pelo objetivo "de animação artificial da campanha reacionária" contra o evento.

"A providência cautelar agora divulgada é desprovida de qualquer fundamento, só justificável pelo que visa de animação artificial da campanha reacionária contra a Festa do Avante!. A invocação de que 'os festivais estão proibidos', ainda que recorrentemente repetida, é absolutamente falsa, como, aliás, se pode constatar com os inúmeros eventos que se estão a realizar por todo o país", lê-se em comunicado.

A iniciativa legal entregue no tribunal do Seixal pertenceu ao presidente do Palmelense Futebol Clube, Carlos Valente, também o representante de uma marca de equipamento audiovisual que fornece discotecas e festivais musicais em protesto contra as restrições impostas pela lei àqueles setores de atividade económica.

Segundo os comunistas, a legislação é "absolutamente clara ao permitir a realização de festivais [...] quando explicitamente exceciona da proibição genérica que 'os espetáculos referidos no número anterior só podem ter lugar em recinto coberto ou ar livre, com lugar marcado e no respeito pela lotação especificamente definida pela Direção-Geral da Saúde, em função das regras de distanciamento físico que sejam adequadas face à evolução da doença covid-19'".

"A operação para impedir a Festa do Avante! foi derrotada. Impõe-se agora que cada um dos que não prescindem do exercício de direitos políticos e liberdades faça da sua presença numa festa em que estão garantidas condições de segurança e tranquilidade, a resposta a essa operação antidemocrática contra a liberdade, a cultura e os direitos dos trabalhadores e do povo", apela o PCP.

Mais Notícias