"Ultimamente ando sem barriga. Mas dá muito trabalho"

Licenciado em Direito na Universidade de Coimbra, Luís Marques Mendes foi líder do PSD entre 8 de abril de 2005 e 12 de outubro de 2007. Exerceu também vários cargos governamentais, o último dos quais como ministro dos Assuntos Parlamentares no XV Governo (2002--04). Atualmente faz também comentário político na SIC. Nos tempos livres, ficou conhecida a sua ligação ao desporto aquático, nomeadamente como bodyboarder.

O que é que o irrita nos inquéritos de verão e saltamos já essa parte?

É a própria ideia do inquérito. Por que não também um inquérito de inverno, de primavera ou de outono?

O que é que nunca lhe perguntaram num inquérito de verão e começamos por aí?

Não tenho antecedentes. É o primeiro inquérito de verão a que respondo. E trata-se de uma exceção para não reincidir.

No livro de Italo Calvino, o Sr. Palomar olhava um seio nu na praia com imparcial objetividade. De zero a dez, qual é o seu descaramento?

Talvez cinco. É um meio descaramento.

Toda a gente pergunta que livro levaria para as férias. Eu pergunto que livro escreveria nas férias?

Em férias nunca escrevo. Só leio o que os outros escrevem.

Com tantas más notícias sobre aviões, quero saber: fica cá ou é corajoso?

Para quem gosta de voar, como eu, com adrenalina tem mais graça.

Um papparazo fotografa-o nu numa praia: prefere aparecer na capa de frente ou de costas?

Nu numa praia? Eu? Absolutamente impossível. Comigo o paparazzo não tem grande sucesso.

Passa uma mulher bonita na praia, olha descaradamente ou vai buscar os óculos de sol para poder ver sem virar o pescoço?

Mulher bonita? Olho com gosto mas sem ser descaradamente. Afinal, o que é bonito é para ser apreciado.

Mário Henrique Leiria escreveu: uma nêspera estava sentada na cama, deitada. Muito calada a ver o que acontecia. Chegou a Velha e disse: olha uma nêspera! E zás, comeu-a. A nêspera teve o que merecia?

Esta história é mesmo do arco da velha. Teve sorte em ser comida pela velha e não por mim, porque a velha parece ser mais apreciadora de nêsperas do que eu.

Vai a uma praia mas está cheia de concorrentes da Casa dos Segredos. Muda de praia ou fica para ver se estão domesticados?

Na praia onde vou há espaço para todos. Além do mais, a esperança de os ver domesticados é nula.

De zero a dez, quanto é que encolhe a barriga na praia?

Ultimamente ando sem barriga. Mas dá muito trabalho. No ginásio e não só.

Bola-de-berlim com creme e que se lixe a ASAE ou com creme e que se lixe a linha?

Uma boa bola-de-berlim não é nada que uma corridinha ao final da tarde não possa corrigir.

A família do chapéu ao lado do seu não se cala com as histórias da novela da noite. Fica a ouvir ou muda de lugar?

Depende das cenas que estejam a relatar. Afinal, há cenas que sempre vale a pena ouvir contar duas vezes.

Atende o telefone na praia e toda a gente fica a saber da sua vida ou consegue falar num tom normal?

Falo sempre em tom normal. Na praia e fora dela. Com escutas e apesar delas.

Costuma levar revistas cor-de-rosa para a praia ou escolhe outra cor?

A minha leitura de verão aproxima-se mais dos tons mais próximos de encarnado. Afinal, o verão coincide com o início da época futebolística. Este ano um encarnado mais pálido do que o habitual. Até ver!

Vamos a contas, de zero a BES quanto costuma exagerar nos gastos das férias?

Não costumo exagerar. Além do mais, não tenho muito por onde exagerar.

Nas férias preferia confiar as suas poupanças a um bancário ou a um banqueiro?

Eu sei que a imagem dos banqueiros está na mó de baixo. Mas o banco continua a ser o mealheiro mais seguro.

O seu dinheiro está melhor off-shore ou on-shore?

On-shore. Offshore só o bodyboard.

É barrado à porta da discoteca. Chama o gerente ou solta o clássico: você sabe quem eu sou?

Fico agradecido, assim tenho uma desculpa para não entrar e ir tomar um copo a um sítio mais calmo.

É dos que querem estacionar o carro dentro da praia ou aceita bem o facto de ter chegado tarde e ter de estacionar lá atrás como os outros?

Nem uma coisa nem outra. Para a praia vou sempre a correr ou de bicicleta. No meu caso, trata-se de juntar o útil ao agradável.

Está na praia e ouve comentários sobre o comentador da SIC. Comenta ou finge que não ouviu?

Claro que comento. Até gosto. Às vezes é uma excitação. É mesmo uma "ganda noia".

Somos um país de comentadores de bancada ou de comentadores de televisão?

De tudo. De bancada, de televisão, de jornal, de economia, de política, de novelas. Enfim, em matéria de comentadores, há-os para todos os gostos.

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