Morte de cantor choca Coreia do Sul e fãs da K-pop em todo o mundo

O jovem foi encontrado inconsciente no quarto de um hotel em Seul na segunda-feira, depois de a irmã ter contactado a polícia

A morte do cantor sul-coreano Kim Jong-hyun, de 27 anos, está a a chocar a Coreia do Sul e os jovens fãs da K-pop, como é conhecida a pop coreana, que tem fãs em todo o mundo. Jong-hyun pertencia ao grupo SHINee, uma das bandas mais populares do género, e tinha também uma carreira a solo.

O jovem foi encontrado inconsciente no quarto de um hotel em Seul na segunda-feira, depois de a irmã ter contactado a polícia, após receber uma mensagem de despedida. Acabou por morrer no hospital.

Horas depois uma amiga, de outro grupo de K-pop, publicou nas redes sociais uma mensagem que o cantor lhe terá deixado, para ser partilhada depois de morrer, já com autorização da família: "Estou destruído por dentro. A depressão que me consumia engoliu-me por completo", escreveu Jong-hyun, acrescentando que a fama nunca foi para ele.

Jong-hyun fazia parte da banda SHINee, que se estreou em 2008, quando o jovem tinha apenas 18 anos. Nos últimos anos tornou-se uma das caras mais conhecidas do fenómeno da K-pop, populado por boys e girls bands e considerado um dos cartões de apresentação da Coreia do Sul no mundo.

O mundo da K-pop tem mostrado ser, no entanto, extremamente competitivo e o suicídio de Jong-hyun está a fazer a sociedade sul-coreana olhar para forma como trata as estrelas e pesar o lhes é exigido, nomeadamente a manutenção de uma imagem de perfeição. O clima de exigência que os jovens enfrentam, também nas atividades académicas, por exemplo, é aliás uma das características da sociedade coreana.

O funeral de Jong-hyun está marcado para quinta-feira.

Serviços telefónicos de ajuda e apoio ao suicídio em Portugal e Europa

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