Rádio australiana vai rever política de difusão

A emissora de rádio australiana envolvida na brincadeira telefónica sobre Kate Middleton disse hoje que a trágica morte da enfermeira que atendeu o telefone era "imprevisível" e prometeu rever a política de difusão.

Os radialistas australianos fizeram-se passar pela rainha Isabel II e pelo príncipe Carlos para obterem informações sobre o estado de saúde de Kate Middleton, cuja gravidez tinha acabado de ser anunciada.

Jacintha Saldanha, 46 anos, de origem indiana e a residir há 12 anos no Reino Unido, atendeu e transferiu a chamada para uma colega, que acabaria por fornecer pormenores sobre a situação da duquesa de Cambridge e mulher do príncipe William.

Dois dias depois, a enfermeira foi encontrada morta no alojamento onde vivia.

A polícia não considerou a morte suspeita e os media britânicos levantaram a hipótese de se tratar de um suicídio.

Os executivos da Southern Cross Austereo, empresa proprietária da 2Day FM, fizeram hoje uma reunião de emergência para analisar uma carta de Simon Glenarthur, presidente do hospital londrino King Edward VII, em que o responsável protesta pela brincadeira de que o hospital foi alvo.

"Estamos todos tristes com os acontecimentos dos últimos dias. Eles são verdadeiramente trágicos", responderam os executivos à Glenarthur, segundo a Associated Press.

Os responsáveis consideraram que "é cedo para conhecer a totalidade dos detalhes que levaram a este trágico resultado" e mostraram-se "ansiosos pelos resultados de qualquer investigação que sejam divulgados".

"Podemos assegurar toda a cooperação com as investigações", disseram.

"Como tínhamos dito anteriormente, este desfecho era imprevisível e é muito lamentável. Posso assegurar que tomamos medidas imediatas para rever a política de difusão", acrescentaram.

Entretanto, a polícia britânica revelou hoje ter contactado as autoridades australianas, pedindo colaboração numa eventual investigação à estação de rádio.

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