Radialistas australianos não vão responder em tribunal

As imitações do príncipe Carlos e da Rainha Isabel II para obter informações sobre a gravidez de Kate Middleton e que levou à morte de uma enfermeira, foram consideradas como uma "brincadeira inofensiva".

"Ao analisarmos cuidadosamente as provas disponíveis, concluímos que não há nenhuma evidência para suportar uma acusação de homicídio", informou Malcolm McHaffie, chefe do departamento criminal do Crown Prosecution Service (autoridade independente responsável por levar a tribunal os casos investigados pela polícia em Inglaterra e no País de Gales, equivalente ao Ministério Público, em Portugal).

De acordo com as autoridades britânicas, os dois animadores de rádio, Mel Greig e Michael Christian - que protagonizaram, em dezembro do ano passado, uma partida telefónica para obter informações sobre a gravidez da duquesa de Cambridge, Kate Middleton, que se encontrava internada num hospital de Londres, Inglaterra, fazendo-se passar pela rainha Isabel II e pelo príncipe Carlos - são autores de uma "brincadeira inofensiva".

"Não é possível extraditar indivíduos que estão na Austrália com base nas ofensas em questão. O telefonema em causa foi uma brincadeira inofensiva", sustentou ainda em comunicado Malcolm McHaffie.

"As consequências deste caso são tristes e trágicas. Enviamos as nossas condolências à família da enfermeira Jacinta Saldanha", lia-se ainda no documento oficial ontem divulgado pelo CPS.

A partida telefónica levada a cabo pelos dois animadores de rádio terminou em tragédia.Dois dias depois do telefonema, Jacinta Saldanha, que trabalhava no Hospital King Edwards VII há mais de quatro anos e que transferiu a chamada dos radialistas para outra colega, foi encontrada morta a 12 de dezembro. Terá cometido suicídio.

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