Mel Gibson considerava João Paulo II um anticristo

O guionista Joe Eszterhas revelou, numa carta, que o ator odeia judeus, considerava o Papa João Paulo II "um anticristo" e ainda que John Lennon "mereceu" ter sido assassinado.

As declarações polémicas foram feitas através de uma carta de nove páginas, dirigida a Mel Gibson, à qual o site The Wrap teve acesso. Joe Eszterhas, argumentista de Instinto Fatal, decidiu escrevê-la quando percebeu que o seu guião para o filme Os Macabeus, que retrata a vida de um herói judeu, não tinha sido aceite.

"Dediquei-te dois anos da minha vida a investigar e a escrever este guião e estou profundamente dececionado de não teres tido a decência de me dar qualquer explicação", refere Eszterhas, acrescentando que Gibson nutre um "profundo ódio" pelos judeus.

Mas as acusações não se ficam por aqui. O guionista revela um episódio em que a estrela de Hollywood lhe terá dito que John Lennon mereceu ter sido assassinado. "Fico feliz por ter morrido. Mereceu. Era um maldito messiânico", terá dito Gibson sobre o antigo membro dos Beatles.

Segundo a carta enviada por Eszterhas, o ator também tinha uma opinião bastante negativa sobre o Papa João Paulo II. Considerava-o um "anticristo" e responsável pela morte do seu antecessor no Vaticano, João Paulo I, naquilo que defende ter sido uma "conspiração de judeus liberais".

O ator deu a sua versão dos factos através de um comunicado em que afirma que as palavras de Eszterhas são "uma pura invenção". Gibson esclareceu ainda que pretende avançar com o filme Os Macabeus e que não aceitou o guião enviado por Eszterhas porque foi o pior que ele viu em 25 anos.

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