Kate McCann ainda compra presentes de Natal para Maddie

Mãe da criança, que desapareceu no Algarve em 2007, escreveu uma carta num jornal britânico

"Em 2007 ela desapareceu da nossa casa de férias na Praia da Luz, em Portugal, e nunca mais foi vista. Este Natal será o 10.º que eu e o meu marido vamos passar sem a nossa filha". As palavras são de Kate McCann, mãe de Madeleine McCann, que desapareceu no Algarve há anos, um caso que ainda hoje faz correr muita tinta no Reino Unido e em Portugal.

Kate escreveu uma carta publicada no jornal britânico Telegraph em que recorda o último Natal que passou com a filha, que na altura tinha três anos. "Ela tinha começado a aprender canções de Natal", diz, acrescentando que ainda a consegue ouvir cantar 11 anos depois.

"Os períodos festivos são tempos em que as famílias se juntam e, para a maioria das pessoas, são ocasiões felizes. Essa esperada alegria torna ainda mais difícil as coisas para os que estão a sofrer. Com o tempo, aprendemos que temos de aproveitar o que temos e o apoio, de onde quer que venha", escreve a mãe de Maddie.

"No primeiro Natal sem a Madeleine eu não consegui fazer nada. Estava tão atordoada que não consegui comprar presentes, postais ou ter uma árvore de Natal. Parecia tudo tão errado", acrescenta, explicando que ela e a restante família foram passando a quadra natalícia na casa de outras pessoas.

No entanto, "todos anos com um pouco mais de esforço", a família de Maddie foi lidando com a situação da "melhor forma possível". "Isso não significa que não é difícil. Tudo está manchado com dor", frisa.

Relembrando que tem dois filhos que merecem ter um Natal, revela que ainda compra presentes para Madeleine. "Ela agora seria uma adolescente por isso tento escolher sempre algo que seja apropriado para ela, independentemente da idade que ela possa ter quando os abrir", explica.

Kate McCann fala também de solidariedade e da Missing People, um dos objetivos da carta, já que esta serve para promover a associação pelas pessoas desaparecidas, que este ano foi escolhida pelo jornal inglês para receber apoios, numa tradição anual do Telegraph.

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