Judite Sousa lança livro sobre saúde mental

Jornalista da TVI diz que foi obrigada a pôr muita coisa em causa e a reformular a própria existência devido à morte do filho

"Senti-me desafiada a dar o meu contributo porque tenho passado por uma experiência pela qual muitas pessoas estão a passar e não sabem sequer perceber do que se trata", diz Judite Sousa numa nota de imprensa para justificar a parceria com o psiquiatra Diogo Telles Correia no livro Pensar, Sentir Viver, que chega dia 5 às livrarias.

Nesta obra, da Bertrand Editora, os dois autores conversam sobre saúde mental e a jornalista acaba por referir-se à morte do filho único. "Em 2014, fui amputada do meu bem mais querido. Os filhos que perdem os pais são órfãos. Os pais que perdem os filhos são o quê? Não há palavra, olhar, gesto, que seja capaz de dizer aos outros a dimensão da dor, do sofrimento psicológico e físico", escreve Judite Sousa, citada pela revista Sábado. "Infelizmente, na sofreguidão com quem percorremos este trajeto sem sentido, só alcançamos a dimensão do nosso vazio quando paramos. E eu parei. Fui obrigada a pôr muita coisa em causa e a reformular a minha existência. Deparei-me com uma dor inigualável, que não tem cor, não tem forma mas existe dentro de mim", acrescenta.

"Apercebi-me de que vivemos rodeados de pessoas que sofrem mentalmente, com ansiedade, com depressão ou com situações mais graves, que a todo o momento não encontram solução senão abandonar este mundo", escreve ainda, segundo a mesma fonte.

De acordo com a nota de imprensa sobre o lançamento do livro, Pensar, Sentir Viver é uma obra "sobre saúde mental e cura", que "ajuda a conhecer e a reconhecer sintomas" e a "saber como encontrar ajuda". "Esta experiência começou por ser uma forma de dar a entender as questões mais básicas da psiquiatria e da saúde mental para o público geral", justifica Judite Sousa na introdução do livro.

O lançamento da obra está marcado para dia 9 de maio, na Fnac do Colombo, Lisboa, com apresentação do diretor da faculdade de medicina de Lisboa, Fausto Pinto, e do jornalista José Alberto Carvalho.

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