Cirurgião plástico Ivo Pitanguy morre um dia depois de transportar tocha olímpica

O homem que fez do Brasil uma referência ao nível das plásticas morreu este sábado aos 93 anos, vítima de paragem cardíaca

O cirurgião plástico Ivo Pitanguy morreu este sábado, aos 93 anos, em casa, um dia depois de ter transportado a tocha olímpica. Vítima de uma paragem cardíaca, o médico tornou o Brasil uma referência ao nível das plásticas. O funeral realiza-se já hoje, às 18h00 locais, depois do velório no Memorial do carmo, a partir das 13h00.

Na sexta-feira, Ivo Pitanguy transportou a tocha olímpica numa cadeira de rodas, na zona da Gávea, bairro do Rio de Janeiro onde está localizada a sua clínica.

Nos últimos meses o médico tinha tinha alguns problemas de saúde e, de acordo com a imprensa brasileira, tinha estado internado várias vezes devido a problemas renais. Depois de uma hospitalização em setembro do ano passado começou a fazer hemodiálise.

Filho de um médico, Ivo Pitanguy seguiu os passos do pai, mas decidiu especializar-se nas cirurgias plásticas. Viajou para o estrangeiro, onde fez a especialização, e passou por hospitais norte-americanos, britânicos e franceses com bolsas de estudo. Durante a segunda guerra mundial aprendeu com médicos que tratavam feridos da guerra. Por isso, segundo explica o jornal Folha de São Paulo, apesar de se ter tornado referência ao nível das plásticas, Pitanguy começou por destacar-se enquanto especialista em cirurgias de reparação.

Entre as pacientes do cirurgião contavam-se, segundo a mesma fonte, as atrizes Sofia Loren e Gina Lollobrigida, e as estrelas das novelas brasileiras Glória Pires, Suzana Vieira, Versa Fischer e Sónia Braga.

Ivo Pitanguy ficou conhecido por ser o cirurgião estético de muitos famosos, mas também pela vertente social do seu trabalho, operando ao longo da carreira pessoas sem recursos através, por exemplo, de programas de cirurgia estética reparadora na rede de saúde pública do Brasil, que abrangeu, sobretudo, vítimas de queimaduras.

Dedicou-se ainda ao ensino da cirurgia plástica a jovens médicos e à escrita, tendo quase 900 títulos publicados sobre medicina, mas também de literatura, o que lhe valeu, em 1990, um lugar na Academia Brasileira de Letras.

Em 1989, o papa João Paulo II concedeu a Pitanguy o Prémio Cultura da Paz. O cirurgião foi também distinguido com o Prémio de Divulgação Internacional de Investigação Médica das Nações Unidas.

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