Relatório. Veículo de Conservação de Catenária passou sinal vermelho

O Veículo de Conservação de Catenária que foi abalroado na sexta-feira pelo comboio Alfa Pendular, em Soure (Coimbra), passou um sinal vermelho e entrou na Linha do Norte, refere o organismo responsável pela investigação.

Segundo uma Nota Informativa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), publicada no site do organismo, o Veículo de Conservação de Catenária ( VCC ) "do gestor da infraestrutura tinha marcha estabelecida para a sua deslocação entre o Entroncamento e Mangualde", era tripulado por dois trabalhadores (as duas vítimas mortais) e "não iria realizar quaisquer trabalhos no decurso da sua viagem".

Pelas 15:12, explica o GPIAAF, o VCC parou na via de resguardo da estação de Soure a aguardar pela passagem do Alfa Pendular mas, alguns momentos depois, "por razões, que neste momento estão indeterminadas e que serão aprofundadas no decurso da investigação, o VCC reinicia a sua marcha, ultrapassando o sinal que se mantinha com aspeto vermelho".

Explica que os sinais automáticos da Linha do Norte têm associadas sistema de controlo de velocidade, "o qual desencadeia a frenagem automática dos comboios equipados com o referido sistema, em caso de ultrapassagem indevida de sinais". A imobilização do VCC ocorreu pelas 15:12.

À 15:24:08, cerca de 12 minutos depois, "o respetivo sinal de saída (S3) fica com aspeto verde a fim de sinalizar via livre para a normal passagem desse comboio".

É, então, "numa fração de segundo", que o Alfa Pendular ultrapassa o referido sinal, albarroando o VCC, pouco depois 15:25:46.

O GPIAAF foi informado do acidente às 15:38 e sublinha que a nota apenas descreve a sequência dos factos.

A investigação vai apurar"o funcionamento do sistema de frenagem do VCC", "a formação e aptidão da tripulação", "o quadro legal e regulamentar às condições de circulação de veículos sem CONVEL", "a gestão de competências das tripulações dos veículos motorizados" e o cumprimento das recomendações e gestão de segurança.

Prometem a publicação rápida do relatório final "se possível, num prazo não superior a doze meses".

As duas vítimas mortais tripulavam o VCC. E o ferido grave era um dos maquinistas do Alfa.

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