Utentes infetados em lar de Odivelas vão permanecer na instituição

Os 37 utentes da casa de repouso de Odivelas que testaram positivo à covid-19 vão permanecer na instituição por estarem reunidas as condições de segurança

Os 37 utentes da casa de repouso de Odivelas que testaram positivo à covid-19 vão permanecer na instituição por estarem reunidas as condições de segurança, disse esta quarta-feira à agência Lusa o delegado de saúde do concelho.

"Após visita ao lar, verificámos que a instituição tem condições para manter aqueles que estão doentes separados dos restantes, pelo que não será necessário transferir ninguém", explicou José Calado, sublinhando que os utentes infetados continuam assintomáticos.

Na terça-feira foi divulgada a existência de um surto da covid-19 na Casa de Saúde e Repouso da Amoreira, situada na localidade da Ramada, no concelho de Odivelas (distrito de Lisboa), estando infetados 37 utentes e 34 funcionários.

Os funcionários que testaram positivo estão em casa a cumprir quarentena, enquanto os utentes foram divididos em duas alas.

Contudo, segundo referiu o delegado de saúde de Odivelas, apesar de o lar apresentar as condições necessárias para a separação dos casos positivos dos negativos, apresenta "algumas lacunas que terá de corrigir".

"A instituição foi notificada para a necessidade de aumentar os recursos humanos e também para a necessidade de corrigir alguns aspetos, como é exemplo a sinalização", adiantou.

A Lusa tentou contactar a direção deste lar da Ramada, mas sem sucesso.

A Casa de Saúde e Repouso da Amoreira acolhe atualmente um total de 60 utentes e tem ao serviço 54 funcionários.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 781.194 mortos e infetou mais de 22,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.786 pessoas das 54.701 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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