Torre Bela apresenta queixa-crime contra organizadores da caçada

A herdade apresentou queixa-crime contra os organizadores da montaria no que diz ser a "única entidade fortemente lesada" pela montaria "ilegítima e abusiva".

Em comunicado enviado esta segunda-feira às redações a Torre Bela indicou a apresentação de uma queixa-crime contra a empresa espanhola que organizou a montaria, a Monteros de La Cabra, e o seu responsável Mariano Morales.

"Tendo por base as provas recolhidas, apresentou uma queixa-crime junto do Ministério Público contra a entidade promotora da caçada e contra desconhecidos", indica a mesma nota.

No comunicado a Herdade da Torre Bela diz ter sido "a única entidade fortemente lesada, no seu património e reputação", pela "montaria ilegítima e abusiva na sua propriedade", ocorrida a 17 de dezembro.

"É hoje absolutamente evidente que esta caçada ocorreu em inequívoca violação dos direitos de caça adquiridos e ultrapassando os limites acordados por contrato com a entidade exploradora da caçada, limites fixados pela Zona de Caça Turística em conformidade como permitido pela licença e pelo plano de gestão por si aprovado e que se encontrava à data, em vigor", explica a Herdade.

O jornal 'online' O Fundamental divulgou há uma semana que 540 animais, a maioria veados e javalis, tinham sido abatidos numa montaria nos últimos dias na Herdade da Torre Bela, na Azambuja, concelho a norte de Lisboa.

Depois de divulgada a caçada, incluindo fotografias dos animais mortos, o Instituto da Conservação da Natureza abriu um processo para averiguar "os factos ocorridos e eventuais ilícitos" relacionados com o abate dos animais e suspendeu a licença da Zona de Caça de Torre Bela, apresentando ao Ministério Público uma participação de crime contra a preservação da fauna.

Esta segunda-feira, o Ministério Público revelou que abriu um inquérito-crime à montaria. "Confirma-se a instauração de um inquérito que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa Norte (Alenquer)", disse a Procuradoria-Geral da República à agência Lusa.

A Herdade já tinha, em comunicado, afirmando não ter responsabilidades no sucedido e repudiado a forma "ilegítima" como decorreu uma montaria na sua propriedade, afirmando que ponderava recorrer à justiça para ser ressarcida dos prejuízos causados.

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