Sobe para sete o número de mortes no surto de legionella na região Norte

A mais recente vítima mortal registou-se no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, onde desde 30 de outubro até esta quarta-feira já morreram cinco pessoas

O surto de legionella que está a afetar os concelhos da Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim, no distrito do Porto, causou esta quarta-feira mais uma morte, elevando para sete os óbitos relacionados com a doença.

Segundo fonte da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), esta recente vítima mortal registou-se no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, onde desde 30 de outubro até esta quarta-feira já morreram cinco pessoas com complicações inerentes à doença dos legionários.

De acordo com fonte do hospital de Matosinhos, desde o início do surto foram tratados 36 doentes com legionella, sendo que 18 continuam internados, 16 deles em enfermeira e dois na unidade de cuidados intermédios.

Mais a norte, no Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim/Vila do Conde foram esta quarta-feira diagnosticados quatro novos casos de legionella, elevado para 25 o número total de pessoas que recorreram a esta unidade devido à doença.

Segundo fonte deste Centro Hospitalar, os quatro novos casos referem-se a três habitantes de Vila do Conde e um outro da Póvoa de Varzim, que necessitaram de internamento, elevando para 16 o número de doentes que estão na unidade.

No total, desde 30 de outubro, segundo a ARS-N, estes dois hospitais da região Norte já receberam 61 pessoas com legionella, sendo que 36 continuam internadas.

Também no Hospital de São João, no Porto, estão internados seis doentes com legionella, dois dos quais em cuidados intensivos, confirmou esta quarta-feira fonte daquela unidade hospitalar.

A origem do surto ainda não foi detetada, embora o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, tenha esta quarta-feira afirmado que já estão a ser realizadas analises em diversos locais da região.

A doença do legionário, provocada pela bactéria Legionella pneumophila, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

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