Sindicato partilha foto de polícia agredido: "Espera-se reação do senhor ministro"

O mesmo sindicato que partilhou imagens da captura dos assaltantes que fugiram do TIC no Porto mostrou, nas redes sociais, um agente agredido. Fala em cidadãos de "terceira"

O Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública, que partilhou imagens da detenção de três homens que fugiram do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, recorreu novamente às redes sociais, mas desta vez para divulgar duas imagens de uma polícia agredido. Na publicação, pedem uma reação ao "senhor ministro", sendo o alvo da mensagem muito provavelmente Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna.

Nas imagens divulgadas, o agente em questão aparece fardado à esquerda e numa maca de hospital à direita. Na legenda da publicação lê-se: "Para os defensores dos direitos, liberdades e garantias, isto é apenas o risco da profissão. Sabem qual o único dado inalienável da Consituição? Espera-se uma reação do senhor ministro, já sabemos que ser polícia é ser cidadão de terceira".

Eduardo Cabrita considerou, durante o fim de semana, a divulgação das imagens dos três detidos "absolutamente inaceitáveis", e que "as imagens como as que circularam não são admissíveis". O ministro pediu ainda à Inspeção-Geral da Administração Interna que abrisse um inquérito aos dois assuntos em questão: a fuga dos assaltantes e a divulgação das imagens nas redes sociais.

Marcelo Rebelo de Sousa juntou-se ao ministro, apelidando também a situação de "inaceitável". "Há um respeito pela dignidade das pessoas, que é próprio de um estado de direito democrático e que torna inaceitável" o que aconteceu, defendeu o Presidente da República.

No passado sábado dia 20 de outubro, mesmo dia em que o ministro Eduardo Cabrita comentou a situação, Peixoto Rodrigues, presidente do Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública, disse à Rádio Renascença que o sindicato que as fotografias foram partilhadas porque eram "públicas". "Eventualmente houve, da nossa parte, alguma inocência em fazê-lo, porque elas já corriam pelo Facebook quando as decidimos partilhar", afirmou, destacando que as mesmas foram apagadas devido à "polémica" que a situação causou.

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