Segundo dia com mais casos de sempre mas com metade das mortes

Nos outros dois dias com mais de 1000 casos registados em 24 horas (10 de abril e 31 de março), houve o dobro das mortes registadas nesta quinta-feira e existiam mais doentes internados nos cuidados intensivos.

O aviso já tinha sido deixado nesta quinta-feira de manhã por Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde - Portugal ia passar a barreira dos mil infetados, algo que, até agora, só tinha acontecido em duas ocasiões: 1516 a 10 de abril e 1035 a 31 de março. O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), anunciado esta tarde, confirmou que esta quinta-feira foi o segundo dia com mais casos de sempre em Portugal desde o início da pandemia - 1278 infetados.

O número de infetados em 24 horas está assim muito perto do dia em que se registaram mais casos - 1516 a 10 de abril. E ficou mesmo acima dos casos registados a 31 de março (1035). Mas importa comparar outros itens. Numa análise ao dia de hoje e ao dia com mais casos desde o início da pandemia, salta logo à vista a diferença entre o número de óbitos registados - a 10 de abril foram 26, nesta quinta-feira 10, ou seja, menos de metade.

Outros pontos a comparar. No dia 10 de abril, o número de doentes internados com covid-19 era de 1179 pessoas, sendo que 226 estavam nos cuidados intensivos. Nesta quinta, o boletim da DGS informou que existem 801 hospitalizados e que destes 115 estão nos cuidados intensivos. Ou seja, números ainda longe do do dia com mais casos de sempre em Portugal desde o início da pandemia.

Se compararmos o número de internados e na UCI com o terceiro dia com mais casos de sempre (1035 a 10 de março), chegamos a uma conclusão curiosa: em março havia menos internados do que hoje (627-801), mas estavam mais indivíduos nos cuidados intensivos (115-188). Naquele dia de março também o número de óbitos era superior ao registado nesta quinta-feira - 20 mortes, ou seja, o dobro das verificadas hoje.

O dia com maior número de mortos registados em Portugal continua a ser 3 de abril, data em que foram anunciados 37 óbitos, num dia em que se registaram 852 casos. De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), 87% dos mortos tinham mais de 70 anos - 21 eram pessoas entre os 60 e os 69 anos, nove tinham entre 50 e 59 anos. E morreram ainda duas mulheres entre os 40 e os 49 anos.

Os três piores dias com mais casos de sempre em Portugal

10 de abril de 2020 - 1516 casos e 26 mortes

O dia 10 de abril foi até hoje o pior em termos de número de infetados em Portugal. Naquela tarde, o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) comunicou a existência de 1516 casos e 26 mortes em Portugal. No total, os óbitos por covid desde o início da pandemia passaram para 435 e os casos para 15 472.

Nesse mesmo dia existiram 233 doentes recuperados e o número de internados disparou para 1179 pessoas, 226 nos cuidados intensivos. Aguardavam resultados laboratoriais 4509 indivíduos e mais de 25 mil estavam a ser acompanhados pelas autoridades de saúde. Mais de metade das mortes (240) tinham-se registado na região norte do país, onde se localizavam a maior parte dos casos (8897 infetados). Seguia-se a região centro (107 óbitos e 2197 infetados), Lisboa e Vale do Tejo (78 e 3821 casos), o Algarve (8 mortes e 279 doentes). Os Açores contabilizavam três mortes. E no Alentejo (125 infetados) e na Madeira (59) não havia óbitos a registar.

"O que os dados de hoje nos dizem é que temos de continuar e não podemos baixar a guarda", disse naquele dia a então secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira (que entretanto já deixou o cargo), em conferência de imprensa. "Não podemos falhar e o esforço tem de continuar", acrescentou, depois de agradecer o empenho de todos os portugueses que seguem as medidas de contenção.

Consulte aqui o boletim epidemiológico de 10 de abril.

8 de outubro de 2020 - 1278 casos e 10 mortes

Esta quarta-feira morreram mais dez pessoas por causa da covid-19 e foram confirmados mais 1278 casos de infeção em Portugal, nas últimas 24 horas. Foi o segundo dia com mais infeções desde o início da pandemia. Até ao momento, Portugal só tinha ultrapassado os mil casos diários duas vezes: 1516 a 10 de abril e 1035 a 31 de março.

Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quinta-feira, no total, desde que a pandemia começou, registaram-se 82 534 infetados, 51 517 recuperados (mais 480) e​ 2050 vítimas mortais no país.

Existem, neste momento, 46 182 pessoas em vigilância e há mais 788 casos ativos da doença em Portugal - são agora um total de 28 967.

Os doentes internados são 801 (mais 37 do que ontem), enquanto os internados em unidades de cuidados intensivos passaram para 115 (mais 11 do que na quarta-feira).

Ao contrário de quarta-feira, ​​​​​​​onde o maior número de casos (e óbitos) se registaram na região de Lisboa e Vale do Tejo, hoje foi o Norte do país a contabilizar maior número de novas infeções (+ 642) e mais mortes devido à doença (+ 5).

Lisboa e Vale do Tejo registou mais 482 novos casos e mais três mortes, seguida pela zona Centro (+ 101 novas infeções e + 2 mortes), Alentejo (+ 9 casos) e Algarve (+ 30 infeções). As duas últimas regiões não contabilizaram nenhuma morte associada à doença.

Consulte aqui o boletim epidemiológico de 8 de outubro.

31 de março de 2020 - 1035 casos e 20 mortes

Foi o terceiro dia com mais casos de covid-19 em Portugal desde o ínico da pandemia. A 31 de março, a DGS informou a existência de 1035 pessoas infetadas e 20 mortes. Neste mesmo dia, o nosso país passava a ter um total de 7 443 infetados e 160 óbitos.

O boletim epidemiológico dava ainda conta da existência de 627 pessoas internadas, 188 nos cuidados intensivos. Aguardavam resultados laboratoriais 4610 cidadãos e outras 19 260 estavam em vigilância pelas autoridades de saúde. A região mais afetada do país era o norte (4452 casos, 83 mortes). Seguiam-se ​​​​​​Lisboa e Vale do Tejo (1799, 35 mortes), o centro (911, 40 mortes), o Algarve (137, 2 mortes), o Alentejo (50), os Açores (48 casos) e a Madeira (46). O número de recuperados foi de 43.

Na habitual conferência de imprensa, e perante o aumento do número de casos, o secretário de Estado da Saúde António Lacerda Sales garantiu que não estava a ser pensada qualquer cerca sanitária para a cidade do Porto. "Neste momento, não faz qualquer sentido. A fixação de cercas sanitárias é antecedida por declarações de calamidade pública. Normalmente essas decisões são sustentadas na avaliação do risco feita pela autoridade de saúde", explicou.

Consulte aqui o boletim epidemiológico de 31 de março.

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