Rúben Ribeiro era esperado em tribunal para testemunhar... mas não compareceu

O antigo jogador do Sporting Ruben Ribeiro, que iria falar por videoconferência, não compareceu esta terça-feira em tribunal para testemunhar no julgamento do ataque à academia de Alcochete, que decorre no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

Pelas 10:15, a presidente do coletivo de juízes, Sílvia Pires, explicou que a testemunha "não compareceu" esta manhã no tribunal na zona norte do país designado a partir do qual iria prestar declarações por videoconferência, e que o seu advogado tinha o telemóvel desligado.

Nesse sentido, a juíza presidente informou que entre esta terça-feira e quarta-feira será marcada nova data para a inquirição do futebolista, que se constituiu assistente no processo e que é um dos atletas que rescindiu com o Sporting após o ataque à academia.

Como Ruben Ribeiro, atualmente ao serviço do Gil Vicente, era a única testemunha arrolada para a manhã desta terça-feira, o tribunal suspendeu o julgamento, que será retomado pelas 14:00 com o testemunho do então treinador do Sporting Jorge Jesus, que irá falar por videoconferência a partir do Tribunal de Almada.

Gil Vicente diz que jogador não foi notificado

​​​​​​​O antigo futebolista do Sporting Rúben Ribeiro, que iria falar por videoconferência, não foi notificado para testemunhar em tribunal no julgamento do ataque à academia de Alcochete, confirmou à agência Lusa fonte do Gil Vicente.

"Não estava marcada nenhuma audição para hoje. Além disso, nem o Rúben nem o advogado têm qualquer audiência agendada para os próximos tempos. Como tal, o jogador apresentou-se normalmente ao trabalho", referiu fonte oficial do emblema de Barcelos.

Os futebolistas encontravam-se na academia do clube, em Alcochete, em 15 de maio de 2018, quando a equipa do Sporting foi atacada por elementos do grupo organizado de adeptos da claque Juventude Leonina, que agrediram técnicos, jogadores e outros funcionários do clube.

O processo, que está a ser julgado no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, tem 44 arguidos, acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Bruno de Carvalho, à data presidente do clube, Mustafá, líder da Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos do Sporting, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Os três arguidos respondem ainda por um crime de detenção de arma proibida agravado e Mustafá também por um crime de tráfico de estupefacientes.

Aos arguidos que participaram diretamente no ataque à academia, o Ministério Público imputa-lhes a coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Estes 41 arguidos vão responder ainda por dois crimes de dano com violência, por um crime de detenção de arma proibida agravado e por um crime de introdução em lugar vedado ao público.

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