Rajadas de vento condicionam circulação na ponte da Figueira da Foz

A circulação na ponte sobre o rio Mondego, na Figueira da Foz, foi esta tarde proibida a veículos pesados de mercadorias sem carga e motociclos, devido ao vento, disseram fontes da autarquia e proteção civil municipal.

Em declarações à Lusa, o vereador Miguel Pereira, que coadjuva o presidente da Câmara na Proteção Civil, explicou que a decisão de condicionar o trânsito na ponte Edgar Cardoso deve-se à previsão de vento forte, com rajadas que podem atingir os 100 quilómetros por hora (km/h).

De acordo com a mesma fonte, a proibição da circulação de pesados de mercadorias e motociclos foi decidida cerca das 17:30 de hoje e deverá estar em vigor até às 03:00 de sexta-feira, altura em que é previsível que o vento reduza de intensidade.

"A decisão que foi tomada foi a de condicionar a ponte em termos de veículos pesados de mercadorias que vão sem carga e motociclos", afirmou Miguel Pereira, adiantando que meios dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz e Proteção Civil Municipal, para além da empresa Infraestruturas de Portugal e PSP, "estiveram a avaliar, durante as últimas duas horas [entre as 15:30 e as 17:30] as condições do vento na ponte, para perceber se apresentava risco ou não".

O autarca enfatizou que a decisão de condicionar o trânsito na ponte Edgar Cardoso - uma infraestrutura com 405 metros de extensão, cujo tabuleiro está cerca de 40 metros acima do nível do rio Mondego e que serve o IC1/EN 109 - foi "essencialmente por causa do vento".

"A precipitação é normal para a época, [o condicionamento] é efetivamente por causa do vento, até porque se preveem rajadas de vento que possam atingir 100 km/h", indicou.

Ouvido pela Lusa, Jorge Piedade, comandante interino dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz, explicou que a avaliação realizada durante a tarde decorreu devido à ponte não dispor de um medidor da intensidade do vento e levou em conta quer as "rajadas fortes" que se fazem sentir, quer o testemunho de alguns automobilistas, que indicaram que o seu carro "fugia um bocado" ao atravessar o tabuleiro da ponte.

Jorge Piedade frisou, no entanto, que não se registou qualquer acidente na ponte Edgar Cardoso, construída em 1982 e que é a ligação prioritária da cidade à margem sul do Mondego, onde se situam o hospital distrital e diversas unidades industriais.

No entanto, na autoestrada 17, situada poucos quilómetros a leste da ponte da Figueira da Foz, um camião tombou lateralmente, precisamente quando atravessava, esta tarde, o viaduto sobre o rio Mondego, disse Jorge Piedade.

Em outubro de 2018, aquando da tempestade Leslie, as autoridades da Figueira da Foz foram alvo de inúmeras críticas precisamente por terem mantido o trânsito aberto na ponte - numa zona onde foi registada uma rajada de vento de 176 km/h - sem medidas cautelares de qualquer espécie.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG