Portugal atinge 6000 mortes. Internamentos são agora menos de 3000

Desde o início da pandemia já morreram 6063 pessoas, 86 nas últimas 24 horas, e foram registados 370 787 casos (há hoje mais 3835). Número de internados caiu abaixo dos três mil pela primeira vez desde 15 de novembro, mas há mais uma pessoa nos cuidados intensivos.

Há mais 3835 casos e mais 86 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas em Portugal, segundo os dados do relatório de situação da Direção-Geral da Saúde (DGS) deste sábado (19 de dezembro).

O país passa assim a marca das seis mil mortes desde o início da pandemia. Já morreram 6063 pessoas e foram registados 370 787 casos.

Em relação aos números de sexta-feira, são mais 11 mortes, mas menos 501 casos novos.

De acordo com o boletim desde sábado, há ainda menos 88 pessoas internadas, com o número de internamentos a ficar abaixo dos três mil (2973). Isso já não acontecia desde 15 de novembro, quando estavam 2929 pessoas internadas. Mas há mais uma pessoa nos cuidados intensivos (485).

Foram registados este sábado mais 4124 recuperados (294 814 já ultrapassaram a doença), com o número de casos ativos a cair 375, situando-se agora nos 69 910. Há ainda 79 503 contactos em vigilância, mais 2071 do que na véspera.

É a Norte que os números são piores, com mais 1489 casos e metade das mortes registadas este sábado: 43. Na região de Lisboa e Vale do Tejo, há mais 1169 casos e 29 mortes. No Centro são 796 casos novos e dez mortes, enquanto no Alentejo há mais 256 infeções e duas mortes. No Algarve, a região menos atingida de Portugal Continental, há mais 68 casos e uma morte.

A última morte foi contabilizada na Madeira, onde há também mais 36 casos novos. Nos Açores, as novas infeções são 21.

Das 86 mortes, 55 foram registadas na faixa etária dos mais de 80 anos. Houve ainda 17 mortes em doentes com idades entre os 70 e os 79 anos, 12 entre os 60 e os 69 anos. As duas últimas mortes, foram registadas uma na faixa dos 50 aos 59 anos e outra na dos 40 aos 49.

Costa obrigado a ficar em isolamento até ao dia 29 de dezembro

O primeiro-ministro, António Costa, foi considerado contacto com exposição de alto risco à covid-19, ficando em isolamento profilático na Residência Oficial até ao final do período de vigilância ativa de 14 dias, anunciaram as autoridades de saúde.

"Na sequência da exposição a caso de covid-19, ocorrida no dia 16/12/2020, o primeiro-Ministro, Dr. António Costa, e após avaliação de risco efetuada por Autoridade de Saúde, este foi considerado contacto com exposição de alto risco", afirma em comunicado a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT)

António Costa fica assim sujeito "a vigilância ativa durante 14 dias, desde a data da última exposição, com isolamento profilático na Residência Oficial até ao final do período de vigilância ativa", adianta a ARSLVT.

Restrições neste fim de semana

O último fim de semana antes do Natal não tem restrições à circulação entre concelhos, mas continuará a ter recolher obrigatório às 13 horas para grande parte do país, pelo que muitos portugueses terão apenas a parte da manhã para poder sair à rua, numa altura em que, tradicionalmente, muitas famílias ainda se encarregam das últimas compras para a quadra natalícia.

A proibição de circular na via pública entre as 13 horas e as 05h da madrugada seguinte, neste sábado e domingo, vai ser aplicada aos residentes em 113 concelhos portugueses - aqueles que estão colocados nos dois níveis mais altos da lista de risco em vigor: muito elevado (78) e extremamente elevado (35).

Veja aqui a lista de concelhos

Estado de emergência. Que desobediência pode afinal ser crime?

Afinal, violar as normas do estado de emergência pode ou não implicar acusação de crime de desobediência para quem o fizer? O último decreto presidencial renovando esta situação de exceção por mais duas semanas (de 24 de dezembro a 7 de janeiro) lançou a confusão com um novo artigo, o 6.º, onde se lê que "a violação do disposto na declaração do estado de emergência, incluindo na sua execução, faz incorrer os respetivos autores em crime de desobediência".

Ora, esta previsão não estava nos decretos anteriores do Presidente da República - pelo menos nos relativos aos decretos do estado de emergência da segunda vaga da pandemia (esteve em dois decretos de abril). E assim o efeito novidade criou a ideia de que, a partir de 24 de dezembro, outro galo cantaria, com o cerco a apertar-se sobre os desobedientes e uma atitude mais dura do Estado. Nada mais errado.

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