Portugal com menos onze doentes nos cuidados intensivos

O relatório de situação da DGS indica que foram registados mais 3262 novos casos e 78 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas.

Há mais 3262 casos e mais 78 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas em Portugal, segundo os dados do relatório de situação da Direção-geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira (30 de novembro). Os dados agora divulgados mostram ainda que foram dados como recuperados mais 3408 doentes.

Refira-se que desde o dia 3 de novembro que não se registava um número tão baixo de casos em apenas 24 horas, sendo que esta é apenas a segunda vez que neste mês que há menos de quatro mil novos casos num dia.

Nas últimas 24 horas foram ainda internadas mais 97 pessoas infetadas com covid-19, totalizando agora 3342 doentes a merecer cuidados hospitalares, o máximo alcançado desde o início da pandemia. Há ainda 525 doentes nos cuidados intensivos, menos onze do que os registados no dia de domingo.

A região norte continua a ser mais afetada, uma vez que ali foram registados 1795 novos casos, aos quais é preciso reportar 42 óbitos. Já em Lisboa e Vale do Tejo houve 839 novos contágios, com 28 mortes confirmadas.

Na região centro foram diagnosticados mais 407 pessoas com covid-19 e seis mortos, enquanto no Alentejo foram mais 148 caos e duas vítimas mortais.

Sem mortes estiveram o Algarve, Açores e Madeira, que ainda assim reportaram mais 34, 32 e sete novos casos, respetivamente.

50 concelhos com mais de 960 infeções por 100 mil habitantes

A Direção Geral da Saúde divulgou ainda os valores relativos à taxa de incidência em cada concelho relativa a 14 dias. Os casos mais preocupantes, que correspondem a mais 960 infeções por cada 100 mil habitantes, registam-se em 50 municípios, a saber: Alcanena, Alfândega da Fé, Amarante, Amares, Armamar, Barcelos, Belmonte, Braga, Cabeceiras de Basto, Castelo de Paiva, Celorico da Beira, Chaves, Cinfães, Crato, Espinho, Esposende, Fafe, Felgueiras, Freixo de Espada à Cinta, Gavião, Gondomar, Guimarães, Lousada, Maia, Manteigas, Marco de Canaveses, Miranda do Corvo, Mondim de Basto, Oliveira de Azeméis, Ovar, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel, Portalegre, Porto, Póvoa de Lanhoso, Póvoa de Varzim, Santa Maria da Feira, Santo Tirso, São João da Madeira, Trofa, Vale de Cambra, Valença, Valongo, Vieira do Minho, Vila do Conde, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, Vila Verde e Vizela.

Moderna confirma eficácia e pede uso de emergência da vacina

A farmacêutica norte-americana Moderna solicitou esta segunda-feira a autorização para a utilização da sua vacina contra a covid-19, depois de ter sido confirmado que a eficácia é de 94,1%.

Neste sentido, a empresa solicitou às autoridades americanas (FDA) a utilização da vacina em caso de emergência, bem como a aprovação condicional por parte da Agência Europeia de Medicamentos.

Há duas semanas foram publicados resultados preliminares que colocavam a eficácia da vacina nos 94,5%, mas a empresa americana anuncia agora que não foi registado qualquer problema de segurança, razão pela qual tem uma taxa de êxito de 100% na prevenção de casos graves, com sintomas mais severos.

"Esta análise primária positiva confirma a capacidade da nossa vacina de prevenir a doença por covid-19 com 94,1% de eficácia e, mais importante, a capacidade em prevenir os casos graves da covid-19. Acreditamos que a nossa vacina vai providenciar uma nova e poderosa ferramenta que permitirá mudar o rumo desta pandemia e ajudar a prevenir os casos graves, as hospitalizações e as mortes", justificou Stéphane Bancel, diretor executivo da Moderna.

De acordo com o comunicado divulgado pela Moderna, a Análise Primária de Eficácia da Fase 3 do Estudo COVE para a vacina contra a Covid-19 foi realizada em 196 pacientes com casos confirmados de covid-19, dos quais 30 eram graves. Nesse sentido, foi verificado que a vacina foi eficaz 94,1% dos casos, sendo que nos casos graves a eficácia de 100% nos casos graves.

A nota da Moderna acrescenta ainda que a eficácia da vacina "foi consistente no que toca à idade, raça, etnia e género", não tendo sido registados casos com efeitos graves até ao momento.

Após ser feito o pedido de autorização de utilização das vacinas, o próximo passo da Moderna será a realização da reunião do Vaccines and Related Biological Products Advisory Committee (VRBPAC) onde serão revistos os dados de segurança e eficácia, sendo que, de acordo com informações dadas pela FDA à Moderna, os resultados serão comunicados no dia 17 de Dezembro de 2020.

Entretanto, um novo estudo publicado no portal The Lancet diz que alguns infetados com covid-19 podem transmitir o vírus durante 20 dias.

Ainda assim, a investigação indica que as pessoas com o novo coronavírus são mais infecciosas cerca de dois dias antes do início dos sintomas e durante os cinco dias seguintes.

Alguns infetados que estão extremamente doentes ou têm um sistema imunológico muito fraco podem "disseminar" o coronavírus durante 20 dias, indica esta nova investigação. Em casos ligeiros, alguns doentes podem tardar apenas uma semana a eliminar o vírus, pode ainda ler-se.

A acumulação de estudos e os seus resultados variados representam um dilema para as autoridades de saúde., que recebem informações contraditórias sobre o período adequado de isolamento.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde atualizou em outubro a norma sobre a "Abordagem do Doente com Suspeita ou Infeção por SARS-CoV-2", passando a recomendar que um caso ligeiro ou mesmo um assintomático vão poder passar a fazer um isolamento de dez dias, em vez dos 14 que estavam em vigor até então.

Isto desde que o doente não tenha estado a tomar medicamentos para a febre e apresente uma evolução positiva dos sintomas nos três dias que antecedem ao fim do isolamento.

"Para os doentes com covid-19 assintomática, isto é, pessoas sem qualquer manifestação clínica de doença à data do diagnóstico laboratorial e até ao final do seguimento clínico, o fim das medidas de isolamento é determinado 10 dias após a realização do teste laboratorial que estabeleceu o diagnóstico de covid-19", aponta a norma da DGS.

A exceção são os doentes imunodeprimidos, que farão, tal como os doentes graves, 20 dias de isolamento, desde o início dos primeiros sintomas.

Nas situações acima descritas o período de isolamento termina sem a necessidade de realização de um teste de rastreio à covid negativo. Este procedimento é exigido apenas aos profissionais de saúde e prestadores de cuidados, a doentes vulneráveis, a utentes de lares ou em internamento hospitalar, refere a orientação da DGS.

Em Espanha, é recomendado que as pessoas infetadas se isolem por um período mínimo de 10 dias a partir do início da doença. Nos Estados Unidos, o período é o mesmo e as autoridades sanitárias estão a considerar encurtá-lo e poderão anunciar novas diretrizes ao longo desta semana.

Em setembro, a França reduziu o seu período de isolamento de 14 para sete dias, enquanto a Alemanha está a considerar encurtá-lo para cinco dias.

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