Há três dias que o Algarve não tem novos casos

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde indica que Portugal regista mais 111 casos de covid-19 e mais três mortes. O número de novas infeções é o mais baixo desde 11 de maio. Desde o início da pandemia, o país soma 50.410 infetados e 1722 óbitos.

Em Portugal, nas últimas 24 horas, foram registados mais 111 casos de covid-19 (um aumento de 0,2%) e mais três mortes. Desde o início da pandemia, o país soma 50.410 infetados e 1722 óbitos, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgado esta terça-feira (28 de julho).

Há 402 pessoas hospitalizadas (menos 12 do que no dia anterior), das quais 41 (menos 4) em unidades de cuidados intensivos.

A DGS indica que há mais 251 pessoas que recuperaram da doença, elevando para 35.626 o número total de recuperados.

O número de casos ativos desce para 13.062, o que representa menos 143 em relação a segunda-feira, dia em que existiam 13.205 doentes a serem acompanhados pelas autoridades de saúde.

Dos 111 novos casos, 68 foram registados em Lisboa e Vale do Tejo, o que representa 61,26% do total nacional de novas infeções. Foi nesta região que se verificaram os três óbitos registados nas últimas 24 horas.

Duas das três vítimas mortais são mulheres, uma com mais de 80 anos e outra na faixa etária entre os 70 e os 79 anos. O outro óbito diz respeito a um homem na faixa etária entre os 60 e os 69 anos.

Algarve sem novos casos há três dias

Os dados da DGS indicam que pelo terceiro dia consecutivo o Algarve não regista novos casos de covid-19, mantendo-se os 853 infetados na região desde o início da pandemia.

Em território continental, o Algarve é a região com menos óbitos por covid-19 (15), o mesmo número registado nos Açores, que tem 167 casos. Já o Alentejo tem o menor número de infetados no continente, somando agora os 697.

No arquipélago da Madeira mantém-se os 105 infetados desde o dia 24 de julho e não há registo de mortes.

Além dos 68 casos reportados em Lisboa e Vale do Tejo, que soma agora 25.617, o Norte regista 18.549 infetados (mais 24), o Centro tem 4422 (mais 11) e no Alentejo verificam-se 697 (mais seis). O Algarve mantém então os 853 casos e a Madeira os 105. Os Açores somam mais dois casos e passam a ter, no total, 167 infetados desde o início da pandemia.

A região Norte que continua a registar o maior número de mortes (828), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (591), o Centro (252), Alentejo (21), Algarve (15) e Açores (15).

Por faixas etárias, o maior número de óbitos concentra-se nas pessoas com mais de 80 anos (1.156), seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (333), entre 60 e 69 anos (153) e entre 50 e 59 anos (55). Há ainda 20 mortos registados entre os 40 e 49 anos, três entre os 30 e 39 e dois entre os 20 e 29 anos de idade.

Em termos globais, há mais infetados na faixa etária entre 40 e 49 anos (8.333, mais 12 casos do que na véspera), depois entre 30 e 39 anos (8.236, um aumento de nove casos), 20 e 29 anos (7.704, mais 22 casos), 50 a 59 anos (7.642, mais 14), seguida das pessoas com mais de 80 anos (5.793, mais 20).

O boletim da DGS indica ainda que 1.586 pessoas aguardam resultados laboratoriais e 35.355 estão em vigilância pelas autoridades de saúde.

Viajantes provenientes de Portugal têm de fornecer contactos para visitar a Galiza

Também esta terça-feira, ficou a saber-se que os viajantes provenientes de Portugal e de cinco comunidades do norte de Espanha que visitem a Galiza a partir de quarta-feira, terão de fazer um registo em que fornecem os contactos, conforme publicado no Diário Oficial da Galiza.

De acordo com a norma publicada, a medida é aplicável a visitantes de países com alta incidência de casos de covid-19, onde as autoridades galegas incluem entre outros Portugal ou Bélgica, assim como a turistas ou residentes que tenham estado, nos últimos 14 dias, nas comunidades espanholas de Aragão, Catalunha, Navarra, País Basco e La Rioja.

Estes são, segundo a mesma fonte, territórios que nos últimos 14 dias tiveram uma incidência cumulativa (IA) de casos de covid-19 por 100.000 habitantes 3,5 vezes superior à da Galiza.

Na Europa, a obrigação de comunicar os dados é estabelecida para quem chega à Galiza a partir de Portugal, Albânia, Andorra, Arménia, Áustria, Azerbaijão, Bielorrússia, Bélgica, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, República Checa, Kosovo, Luxemburgo, Moldávia, Mónaco, Montenegro, Macedónia do Norte, Roménia, Rússia, Sérvia, Suécia e Ucrânia.

Em Espanha, a medida afetará quem chegar à Galiza a partir de Aragão, Catalunha, Navarra, País Basco e La Rioja.

Alemanha e Reino Unido desaconselham viagens a Espanha

Fora de Espanha, vários países têm desaconselhado viagens a regiões espanholas afetadas pelo aumento de casos da doença provocada pelo novo coronavírus. É o caso da Alemanha que esta terça-feira fez saber que não recomenda viagens "não essenciais" e turísticas a Aragão, Catalunha e Navarra devido ao "número elevado de infeções" de covid-19.

"Há atualmente novos surtos regionais" nas três regiões, refere o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha numa nota publicada no portal oficial referindo-se especificamente a Aragão, Catalunha e Navarra.

Nas últimas semanas, marcadas pelo processo de desconfinamento, Espanha têm registado o aparecimento de vários surtos.

Na segunda-feira, Espanha comunicou que tinha registado 855 novos contágios pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, mais de metade dos quais, 474, diagnosticados na comunidade autónoma de Aragão, no nordeste do país.

Este ressurgimento de casos tinha já desencadeado a decisão do Reino Unido, no fim de semana, de excluir Espanha da lista de países seguros, ou seja, quem se deslocar a este território e voltar para solo britânico terá de cumprir um período de quarentena de 14 dias.

Bélgica e Alemanha manifestam preocupação com aumento de casos

Mas o aumento de novos casos não coloca apenas Espanha no centro das atenções. Bruxelas, por exemplo, manifestou preocupação com o número de infeções que tem vindo a crescer no país. O governo belga não afasta a possibilidade de um novo confinamento geral do país, algo que quer evitar a todo o custo. Para já foram anunciadas novas medidas e restrições alargadas a todo o território, que visam reduzir drasticamente o número de contactos, e evitar novos contágios da covid-19.

A situação epidemiológica está também a gerar preocupação na Alemanha. Esta terça-feira, os novos casos voltaram a subir, com 633 registados nas últimas 24 horas. "A evolução da pandemia preocupamo-nos muito", sublinhou Lothar Wieler, presidente do Instituto Robert Koch (RKI) em conferência de imprensa, assumindo que há que "respeitar as regras".

EUA iniciam 30 mil ensaios em voluntários para testar vacina

A empresa de biotecnologia Moderna, em colaboração com o Governo dos Estados Unidos, iniciou na segunda-feira um dos maiores ensaios do mundo para testar em 30 mil voluntários a eficácia de uma vacina experimental contra a covid-19.

O teste vai ser feito em pessoas recrutadas em 89 lugares nos Estados Unidos.

Esta é a primeira vacina experimental fora da China a alcançar este ponto crítico para comprovar a sua eficácia e segurança antes da distribuição em massa.

Numa conferência de imprensa, o principal epidemiologista nos EUA, Anthony Fauci, explicou que a primeira injeção da vacina experimental da Moderna foi administrada a um voluntário em Savannah, Geórgia, às 06:45 de segunda-feira (11:45 em Lisboa).

A vacina de Moderna entrou assim na fase 3, com o objetivo de testar o remédio numa grande amostra da população.

A Moderna, com sede em Massachusetts, é a primeira empresa americana a atingir este nível de investigação e a segunda no mundo, atrás da empresa chinesa Sinopharm.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 654 mil mortos e infetou mais de 16,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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