Covid-19. Portugal regista 313 casos e duas mortes nas últimas 24 horas

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde deste sábado revela que há menos doentes em cuidados intensivos, mas mais cinco internados a registar desde o dia anterior. Os dois óbitos ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, que regista 77% dos novos casos.

Nas últimas 24 horas, morreram mais duas pessoas e foram confirmados mais 313 casos de covid-19 em Portugal. Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) deste sábado (18 de julho), no total, desde que a pandemia começou, registaram-se 48.390 infetados, 1684 vítimas mortais no país e 33 153 recuperados (mais 363).

Este sábado, estão internados 452 doentes (mais cinco que no dia anterior) e nos cuidados intensivos estão 65 pessoas (menos duas que na véspera).

77% dos novos casos em Lisboa e Vale do Tejo

241 dos 313 novos infetados (76,9%) têm residência na região de Lisboa e Vale do Tejo. Os restantes casos de hoje estão distribuídos pelo Norte (mais 35), pelo Algarve (16), pelo Centro (14), pelo Alentejo (quatro), pelos Açores (um) e pela Madeira (dois).

Quanto aos dois óbitos confirmados nas últimas 24 horas, estes localizam-se em Lisboa e Vale do Tejo.

A taxa de letalidade do país é hoje de 3,48%, subindo aos 16% no caso das pessoas com mais de 70 anos - as principais vítimas mortais.

O boletim da DGS de hoje indica ainda que aguardam resultados laboratoriais 1617 pessoas e estão em vigilância pelas autoridades de saúde mais de 35 mil. O sintoma mais comum entre os infetados é a tosse (que afeta 35% dos doentes), seguida da febre (28%), dores musculares (21%) e cefaleia (20%).

Ordem dos Médicos investiga surto em Reguengos de Monsaraz

A Ordem dos Médicos constituiu uma comissão de inquérito para avaliar as circunstâncias clínicas relacionadas com o surto de covid-19 num lar em Reguengos de Monsaraz e estima apresentar um relatório até ao final do mês, foi este sábado anunciado.

Num comunicado enviado às redações, a Ordem esclarece que a comissão de inquérito já foi nomeada e realizou na quinta-feira a primeira visita ao terreno. O grupo é coordenado pela secretária do Conselho Regional do Sul e membro do Conselho Nacional de Auditoria e Qualidade da Ordem dos Médicos, Filipa Lança.

Naquele Lar de Reguengos de Monsaraz já morreram, até sexta-feira, 17 pessoas que estavam infetadas com covid-19.

A propósito de uma declaração sobre a existência de um surto de covid-19 na GNR de Bragança, na conferência de imprensa de sexta-feira (17 de julho), a Direção-Geral da Saúde (DGS) esclareceu, este sábado, que os 56 casos "com link epidemiológico e não a casos ativos na GNR". "Em nome do correto esclarecimento, o Ministério da Saúde corrige a informação": na instituição, há "apenas 4 infetados", retifica, em comunicado enviado às redações, esta tarde.

No total, Portugal já soma 206 surtos de covid-19 ativos, segundo informou a ministra da Saúde, Marta Temido, na sexta-feira, durante a habitual conferência de imprensa. Trata-se, por isso, de um aumento de 45 surtos face à semana passada.

A maioria dos focos da doença situam-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde há 134 surtos de covid-19, especificou a responsável pela pasta da saúde. Seguem-se o Norte (com 41 surtos), o Centro (13), o Algarve (13) e o Alentejo (cinco).

Todas as regiões de Portugal continental aumentaram, nos últimos sete dias, o número de cadeias de transmissão ativas, à excepção do Alentejo, que mantém as cinco da semana anterior. Na Grande Lisboa há mais 27 surtos, no Norte são mais 14, no Centro mais três e no Algarve mais um.

Nasceu o primeiro bebé português infetado com covid-19 durante a gravidez

Nasceu a primeira criança em Portugal infetada com covid-19 durante a gravidez. Até agora, somavam-se mais de 130 crianças cujas mães estavam infetadas no país, mas nenhum destes bebés foi contagiado durante a gravidez. É, aliás, caso raro no mundo. O parto, prematuro, decorreu há duas semanas, no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, avançou o jornal Expresso, este sábado.

A criança, uma menina, nasceu com apenas 34 semanas e dois dias de gestação, revelando sintomas graves associados à doença, como pneumonia e falta de ar. O semanário adianta que a recém-nascida está internada nos cuidados intensivos, assim como a mãe, mas está em fase de recuperação.

O caso está a ser seguido pelo Instituto Ricardo Jorge e deverá ser registado, em breve, numa revista internacional da especialidade, como um dos raros casos no mundo de infeção in utero - não são conhecidos mais do dez a nível global.

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