Pena máxima para líder do gangue da A16 que matou automobilista

Tribunal de Sintra condenou outros quatro assaltantes a penas de 23 e 24 anos por homicídio e roubo de carrinhas valores

O homem acusado de liderar o gangue que assaltava carrinhas de valores e assassinou um automobilista na A16, em fevereiro de 2016, foi condenado a 25 anos de cadeia pelo Tribunal de Sintra. Outros cinco arguidos do gangue da A16 foram punidos com penas de cadeia pelo coletivo de juízes: quatro com penas de 23 e 24 anos e um outro, que confessou os crimes, com oito anos de prisão.

A leitura do acórdão decorreu hoje de manhã após um primeiro adiamento ocorrido em 26 de julho, justificado pelo tribunal com a complexidade do acórdão.

Morto a tiro de shotgun

Segundo a acusação do Ministério Público, os funcionários da carrinha de valores foram barrados por duas viaturas quando transportavam sacos com moedas do hipermercado, em Lourel, em 28 de fevereiro de 2016. Após consumarem o assalto à carrinha de transporte de valores, os seis suspeitos fugiram na direção da Autoestrada 16 (A16), mas a viatura em que seguiam despistou-se, levando a que tivessem procurado fazer parar e roubar outras viaturas para continuarem a fuga.

Um deles alvejou com uma caçadeira 'shotgun' um automobilista, de 49 anos, que não parou a carrinha onde seguia com a mulher e a filha de seis anos, levando ainda a viatura até às portagens de Algueirão-Mem Martins, onde acabou por morrer.

Três arguidos respondem também pelo assalto a outra carrinha da Esegur, quando abastecia uma caixa multibanco numa papelaria na Ramada (Odivelas), mas apenas conseguiram roubar 910,20 euros, por terem sido detetados por supervisores da empresa de transporte de valores.

Nas alegações finais, o procurador do Ministério Público (MP) tinha pedido penas entre os sete anos e meio e os 22 anos de prisão para seis dos dez arguidos que estiveram diretamente envolvidos no assalto. Quanto aos outros quatro arguidos no processo, que respondem por diversos crimes, incluindo branqueamento de capitais ou detenção de arma proibida, o procurador do MP admitiu que, face à falta de prova produzida em julgamento, deviam ser absolvidos. E foram hoje absolvidos.

Sete já estão presos

Entre os dez arguidos - com idades entre os 28 e os 46 anos, residentes nos concelhos de Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra (distrito de Lisboa) - há três a cumprir penas de prisão por outros processos e quatro encontram-se em prisão preventiva ao abrigo deste processo.

Os seis principais arguidos, que participaram no assalto à carrinha de valores, armados com duas caçadeiras, um revólver e uma pistola, foram acusados de dois crimes de roubo qualificado consumado, um crime de furto, três de falsificação de documento agravado e um de detenção de arma proibida. Quatro destes arguidos foram ainda acusados, em coautoria, de um crime de homicídio qualificado e de um crime de roubo qualificado na forma tentada, enquanto três respondem ainda por um crime de roubo qualificado consumado, um crime de furto, além dos crimes de branqueamento de capitais e detenção de arma proibida.

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