"País deve unir-se para salvar a TAP da pandemia"

Presidente Executivo foi à Assembleia pedir união à volta da transportadora aérea portuguesa, que precisará de 700 milhões de euros até final do ano.

O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, disse esta terça-feira, na Assembleia da República, que é preciso que o país se una para salvar a companhia aérea da pandemia e preparar o plano para o futuro.

O responsável da transportadora aérea falava perante os deputados da comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação quando considerou ser necessário "unir o país para salvar a TAP da pandemia".

Antonoaldo Neves defendeu ainda que a companhia aérea não teria sobrevivido à pandemia se não fossem os investimentos que fez nos últimos quatro anos, por exemplo, com a renovação de frota e aumento de rotas, nomeadamente para os EUA. "O desafio é muito grande e é global. [...] A procura não vai vir na velocidade que a gente gostaria. É muito importante neste momento o país se unir à volta do plano futuro da TAP", acrescentou.

Com os aviões em terra e a empresa em lay-off, a transportadora aérea portuguesa precisa de pelo menos 700 milhões de euros até ao final de 2020. O Governo já admitiu ajudar e criou um grupo de trabalho - liderado pelo pelo ex-presidente da Águas de Portugal, João Nuno Mendes - para definir os auxílios de Estado à TAP. Um das soluções, segundo o Expresso, é seguir o modelo que já foi aplicado à Air France-KLM, e que está a ser estudado para a Lufthansa, com empréstimos garantidos pelo Estado, subvenções e injeções de capital.

Em abril, no parlamento, ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, garantiu: "Qualquer intervenção do Estado soberano português implicará que o Estado acompanhe todas as decisões com impacto na empresa. A música agora é outra." Segundo o ministro o Governo nunca equacionou "deixar cair a TAP", admitindo que "sem intervenção pública, a TAP não tem qualquer possibilidade de sobreviver".

A estrutura acionista da companhia é composta pela Parpública (que detém 50%), pelo consórcio Atlantic Gateway (detido por David Neelman e por Humberto Pedrosa, que tem uma participação de 45%) e a quem cabe a gestão da empresa e, por fim, pelos funcionários, que têm uma participação de 5%.

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