Portugal regista 515 novos casos em 24 horas. Aumento de 3,3%

O país tem agora 15 987 pessoas infetadas com o novo coronavírus e regista 470 mortes no total (mais 35 nas últimas 24 horas), segundo o boletim da DGS deste sábado. Novos casos aumentaram 3,3% face a ontem.

Morreram mais 35 pessoas e foram confirmados mais 515 casos de covid-19, em Portugal, nas últimas 24 horas. De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), deste sábado (11 de abril), há agora no total 470 mortes, 15 987 casos e 266 recuperados no país.

Entre os infetados portugueses existem 1849 profissionais de saúde. 488 são enfermeiros, 276 médicos e 1085 estão designados como "outros", incluindo desde técnicos de diagnóstico, a farmacêuticos ou a assistentes operacionais.

Em Portugal, estão internadas 1175 doentes, 233 encontram-se nos cuidados intensivos. Aguardam resultados laboratoriais 3961 pessoas e mais de 25 mil estão em vigilância pelas autoridades de saúde.

No último dia houve um aumento de 3,3% no número de novos casos diagnosticados e de 8% de novos óbitos. A taxa de letalidade do país (a relação entre o número de mortes e de infetados) encontra-se nos 2,9%, informou a ministra da Saúde, Marta Temido, este sábado, em conferência de imprensa. Número que ascende a 10,6% entre as pessoas com mais de 70 anos - as principais vitimas mortais.

Apesar de nesta sexta-feira ter sido registado o maior aumento absoluto de doentes (mais 1516) desde que o surto chegou a Portugal, o balanço da semana é positivo. A curva epidemiológica que traça a evolução de novos casos no país está a tornar-se cada vez mais linear, ou seja, o número de novos infetados diminuiu, fruto da aplicação das medidas de contenção. O que deverá ter um impacto positivo nos casos ativos e nas mortes dentro de pouco tempo, apontam os especialistas.

Mas para os bons resultados se manterem e evoluírem, sem uma vacina à vista, é necessário que o isolamento social e as medidas de higiene não sejam descuradas, alertam as autoridades de saúde. E, por isso, nos próximos tempos o estado de emergência deverá manter-se, admitiu o primeiro-ministro, António Costa, em entrevista à agência Lusa, este sábado, depois de sexta-feira o Presidente da República também ter expressado essa mesma vontade. "Está formada a minha convicção de prorrogar até 1 de maio às 24 horas [o estado de emergência]. Irei ouvir os especialistas e será a Assembleia da República a autorizar, mas não podemos brincar em serviço. Não podemos afrouxar", declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

Norte tem 57,9% dos casos

A região do norte continua a ser a mais afetada pelo novo coronavírus: tem hoje 9264 casos confirmados (57,9% do total nacional) e 258 mortes. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo (3834 infetados, 87 mortes), o centro (2327, 113), o Algarve (279, 9), o Alentejo (com 130 casos e ainda sem registo de óbitos), os Açores (94, três mortes) e a Madeira (59).

No entanto, o município com o maior número de casos é Lisboa: 867. Depois o Porto (852 infetados).

Durante a conferência de imprensa diária, a ministra da Saúde aproveitou ainda para negar a proibição da partilha de dados por parte das autarquias, como acusam algumas câmaras municipais. "Quero esclarecer inequivocamente que não há qualquer proibição de partilha de informação. Há sim um apelo claro para que todas as entidades que integram Ministério da Saúde, em especial as entidades locais e regionais no envio de informação atempada e existente", afirmou Marta Temido, acrescentando que "boletins parcelares" podem dar origem a "análises fragmentadas".

SNS não vai pagar todos os atendimentos de doentes no privado

Questionada sobre se o Serviço Nacional de Saúde (SNS) irá pagar a conta dos atendimentos nos hospitais privados, durante a pandemia, a ministra da Saúde explicou que não. Pelo menos, totalmente. "O SNS tem uma obrigação de cobertura [de cuidados de saúde para com] todos os portugueses", indica Marta Temido. "O que estamos a fazer são acordos com os parceiros privados", acrescenta.

"O que ninguém entenderia é que o SNS fosse de repente responsável pelas despesas de doentes que se dirigiram, por sua livre vontade, a prestadores privados", acrescentou a responsável pela pasta da Saúde.

Se um doente decidir ir pelo seu próprio pé a um estabelecimento de saúde privado, não cabe ao Estado assegurar o pagamento, tal como já acontecia antes do surto da covid-19. A exceção​​​​​​ será feita quando um doente entra no sistema pela linha SNS24 e é encaminhado para um hospital privado como forma de gerir os recursos nacionais.

Mais de 1,7 milhões de casos no mundo

Os Estados Unidos são o país com o maior número de casos confirmados de covid-19 no mundo. Só na cidade de Nova Iorque existem mais doentes do que em qualquer outro país. Têm agora 503 177 infetados, segundo os dados oficiais mais recentes, atualizados às 11:00 deste sábado.

Quanto às mortes, registam-se 18 761, colocando assim o país como o segundo com maior número de óbitos. Só é superado pela Itália, que tem 18 849 mortes. Segue-se, nesta lista, Espanha (16 353), que nas últimas 24 horas confirmou mais 510 vitimas mortais - o menor aumento desde o dia 23 de março, pelo terceiro dia consecutivo.

No mundo inteiro foram confirmados 1 710 324 casos. Morreram 103 512 pessoas e recuperaram outras 382 049.

Recomendações da DGS

Para que seja possível conter ao máximo a propagação da pandemia, a Direção-Geral da Saúde continua a reforçar os conselhos relativos à prevenção: evite o contacto próximo com pessoas que demonstrem sinais de infeção respiratória aguda, lave frequentemente as mãos (pelo menos durante 20 segundos), mantenha a distância em relação aos animais e tape o nariz e a boca quando espirrar ou tossir (de seguida lave novamente as mãos). E acima de tudo: fique em casa.

Em caso de apresentar sintomas coincidentes com os do vírus (febre superior a 38º, tosse persistente, dificuldade respiratória), as autoridades de saúde pedem que não se desloque às urgências, mas sim para ligar para a Linha SNS 24 (808 24 24 24) ou para a unidade de cuidados primários mais próxima.