Mais 219 casos e quatro mortes por covid-19 em Portugal

Dados do boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde desta sexta-feira (21 de agosto). Há mais 209 recuperados.

Registaram-se mais 219 casos da infeção pelo novo coronavírus em Portugal nas últimas 24 horas. Morreram mais quatro pessoas em consequência da doença.

Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta sexta-feira (21 de agosto), no total, desde que a pandemia começou, registaram-se 55 211 infetados, 40 473 recuperados (mais 209 ) e​ 1792 vítimas mortais no país.

Três das mortes foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo - que continua a contabilizar o maior número de novas infeções (+125) e um óbito na região Norte, que contabiliza hoje mais 63 novos casos de covid-19.

Uma das mortes registadas é a de um homem na faixa etária entre os 50 e os 59 anos e as três outras mortes correspondem a um homem e duas mulheres com mais de 80 anos.

Existem neste momento 12 946 casos ativos da doença (+6) e 34 233 casos em vigilância pelas autoridades de saúde (-189).

O boletim dá ainda conta de 321 pessoas que permanecem internadas (- 13), 41 das quais em Unidades de Cuidados Intensivos (-2).

Fim da quarentena para quem chega ao Reino Unido

As explicações para o Reino Unido retirar Portugal da sua lista negra de destinos de viagem foram dadas pelo ministro britânico dos Transportes, Grant Shapps (que recentemente teve ele próprio de estar de quarentena durante duas semanas depois de umas férias em Espanha).

Para lá das diligências diplomáticas, o que contou decisivamente para a decisão britânica foi a evolução favorável da pandemia em Portugal.

Shapps disse que o que conta são vários critérios, como a prevalência estimada de covid-19, o nível e a taxa de mudança na incidência de casos positivos confirmados ou a capacidade dos testes num país. E já na semana passada tinha revelado que um índice a ter em conta é o valor de 20 novos casos por cem mil habitantes ao longo de sete dias. Acima deste número, os países são considerados de risco, e abaixo, seguros.

Quais as vacinas que podem chegar a Portugal e de onde vêm?

"A União Europeia selecionou seis vacinas que estão em desenvolvimento para investir", indicou António Costa na quinta-feira, à margem de uma visita ao Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia.

Havendo já, em quatro destes casos (que envolvem a farmacêutica alemã CureVac, a anglo-sueca AstraZeneca, a americana Johnson & Johnson e a francesa Sanofi), acordos prévios entre o executivo comunitário e a indústria para facilitar o acesso à vacina por parte dos países da União Europeia.

A Portugal a primeira remessa de vacinas poderá chegar já em dezembro, segundo o Infarmed, na forma de 690 mil doses iniciais, mas o primeiro-ministro lembra que a data poderá ser estendida, uma vez que ainda não há nenhuma garantia de eficácia por parte das farmacêuticas.

A confirmar-se a existência de uma vacina, o primeiro-ministro promete que esta será "universal e gratuita". Por isso, o Conselho de Ministros desbloqueou, nesta quinta-feira, a "autorização para o investimento de 20 milhões de euros em contratos a celebrar para a aquisição de vacinas contra a covid-19".

Por sua vez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sublinha que a instituição por si liderada está a "cumprir a sua promessa de garantir aos europeus e ao mundo um acesso rápido a uma vacina segura" contra o novo coronavírus.

"Sistema imunitário das crianças reage mais à covid"

No início da epidemia, disse-se que as crianças tinham menor tendência quer para transmitir o vírus quer para se infetarem. Agora, com base num estudo elaborado por investigadores dos hospitais central e pediátrico do estado americano do Massachusetts e divulgado nesta quinta-feira, adverte-se que têm mais carga viral e, portanto, mais capacidade infecciosa, mesmo se - ou porque - de um modo geral são portadoras assintomáticas.

"As crianças são o principal vetor de contágio na gripe", lembra ao DN o pneumologista Filipe Froes. "Estes dados alertam para que pode suceder que também na covid isso se dê. Com o confinamento, porém, não foi possível validar essa hipótese."

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