Mudança do vento pode ser a causa da morte de bombeiro em incêndio na Lousã. MAI abre inquérito

O Ministério da Administração Interna determinou a instauração de um inquérito às circunstâncias em que ocorreu a morte de um bombeiro no incêndio da Lousã.

A decisão do Ministério da Administração Interna de determinar a instauração de um inquérito às circunstâncias em que ocorreu a morte de um bombeiro no incêndio da Lousã, foi confirmada este domingo (12 de julho) à agência Lusa fonte do gabinete do ministro Eduardo Cabrita.

O fogo terá sido provocado pela trovoada seca que na ocasião se fez sentir na região, acompanhada por vento forte e com mudanças bruscas de direção, o que dificultou o trabalho de mais de 220 bombeiros de diversas corporações dos distritos de Leiria e de Coimbra.

O chefe José Augusto, 55 anos, morreu e três bombeiros ficaram feridos durante o combate ao incêndio que deflagrou ao final da tarde de sábado (11 de julho) numa encosta da Serra da Lousã, junto a um acesso ao Trevim, no concelho da Lousã (distrito de Coimbra), e que terá sido provocado pela trovoada que se fez sentir na região.

Numa mensagem publicada no 'site' da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa "lamenta, com profunda consternação, a morte de um bombeiro da corporação de Miranda do Corvo, que combatia, com a sua equipa, um incêndio na serra da Lousã".

"Uma triste notícia e que representa uma perda profunda para quem tanto dá ao país", lê-se na mensagem do Presidente, que já enviou as suas condolências à família e ao corpo de bombeiros de Miranda do Corvo.

Por sua vez, o primeiro-ministro António Costa numa nota de pesar enviada às redações fez saber que "foi com profundo pesar e consternação que tomei conhecimento do trágico falecimento do bombeiro voluntário José Augusto Dias, que combatia um incêndio na serra da Lousã, assim como dos soldados da paz que ficaram feridos naquele combate e a quem desejo boa recuperação.Um abraço sentido a todos os que com o seu esforço e dedicação, todos os dias trabalham no combate às chamas, na defesa da floresta, das populações e de Portugal".

Bombeiros feridos já tiveram alta hospitalar

Os três bombeiros que sofreram ferimentos durante o combate ao incêndio - dois da corporação de municipais da Lousã e outro dos voluntários de Miranda do Corvo - tiveram alta hoje de manhã, depois de terem sido encaminhados, no sábado, para os Hospitais da Universidade de Coimbra, disse à agência Lusa o segundo comandante dos Bombeiros de Miranda do Corvo, Rui Bingre.

O presidente da Câmara de Miranda do Corvo, Miguel Baptista, decretou três dias de luto municipal (a cumprir hoje, segunda e terça-feira) em "memória e reconhecimento" de José Augusto Fernandes, que era funcionário da Câmara Municipal desta vila, também no distrito de Coimbra.

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