Graça Freitas confiante na responsabilidade dos portugueses

De regresso à Direção-Geral da Saúde e às conferências de imprensa depois de ter recuperado da infeção pelo novo coronavírus, Freitas apelou para manter as regras sanitárias e de etiqueta em família.

A diretora-geral da Saúde mostrou-se segura de que os portugueses vão ser responsáveis durante o Natal. "Há uma grande dose de confiança nos cidadãos", disse Graça Freitas, de regresso à DGS quase três semanas depois de ter sido infetada com o novo coronavírus. "Foi partindo desta base que esperamos que seja um Natal seguro", frisou.

Entre os países da União Europeia, Portugal é, a par da Polónia, o que menos limitações impôs aos cidadãos no período natalício. Depois de na véspera o Presidente da República ter revelado em entrevista à TVI que vai passar a quadra com 18 pessoas, Graça Freitas menorizou a questão: "O importante é que mantenham as regras, sempre com a máscara colocada quando não estiverem a comer, não partilhar objetos e ter sempre as salas arejadas. Mais do que o número de pessoas, o importante é cumprir as regras", disse.

Sobre a vacinação, a diretora-geral da Saúde comprometeu-se em levar a cabo uma campanha "para que o número de pessoas com vontade de ser vacinada aumente".

A vacina contra a covid-19 é opcional. Graça Freitas lembrou que "as vacinas salvam vidas" e disse existir "uma grande aceitabilidade entre os profissionais de saúde" da vacina que vai começar a ser ministrada no dia 27 a esse grupo profissional dos centros hospitalares universitários do Porto, São João, Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Central.

Sobre a nova variante mais contagiosa oriunda do Reino Unido, que ainda não foi encontrada em Portugal, as vacinas deverão manter alguma eficácia, disse o diretor do departamento de Qualidade na Saúde.

"Portugal e a DGS, em articulação com o Instituto Ricardo Jorge, estão a acompanhar de perto, quer do ponto de vista da saúde pública e da vigilância epidemiológica, não sendo ainda neste momento detetada esta estirpe nos dados conhecidos neste momento", afirmou na conferência de imprensa Valter Fonseca.

Em relação à eficácia das vacinas para esta estirpe, que se transmite mais facilmente e não parece para já aumentar a taxa de hospitalizações ou letalidade, Valter Fonseca foi cauteloso, indicando que há "uma incerteza significativa sobre a estirpe e o seu comportamento imunológico".

Nas últimas 24 horas foi ultrapassado o número de 300 mil portugueses recuperados da covid-19 (304 825) e o número de pessoas infetadas (67 577) é o mais baixo desde 7 de novembro. Com mais 2436 casos de covid-19 e 63 óbitos associados, regista-se um ligeiro aumento depois de na véspera o boletim da DGS ter contabilizado o número mais baixo de novas infeções em dois meses e o menor número de mortes em cinco semanas.

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