Furtos de armas: suspeito de Tancos e da PSP ficou em prisão preventiva

Cinco dos oito detidos pela PJ, suspeitos de envolvimento no furto do material de guerra em Tancos ficaram em prisão preventiva

A. Laranginha é o ponto e comum entre a investigação ao furto do material militar de Tancos, em junho de 2017, e o furto das 57 pistolas Glock da sede da PSP, este detetado no final de janeiro do mesmo ano.

Foi detido esta segunda-feira pela PJ, numa operação a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). Ouvido esta noite pelo juiz de instrução criminal, foi-lhe decretada a prisão preventiva.

A mesma medida de coação foi decretada a outros cinco dos oito detidos no âmbito da operação de Tancos, relacionada com este furto. Um outro suspeito, um ex-militar, que tinha escapado à operação da PJ, por estar fora do país, vai ser esta quarta-feira presente ao juiz.

Laranginha terá sido o intermediário para a venda das pistolas Glock, quatro das quais - do total de oito que foram entretanto recuperadas - foram apanhadas em Espanha pela autoridades daquele país, o que indicia tráfico de armas - um dos crimes investigados, a par com a associação criminosa.

Enquanto no caso de Tancos estão a ser investigados "factos suscetíveis de integrarem a prática dos crimes de associação criminosa, tráfico de armas internacional e terrorismo internacional". No caso do furto das Glock estão em causa crimes de "associação criminosa, peculato e tráfico de armas".

Ambos foram dirigidos pelo DCIAP, o de Tancos coadjuvado pela PJ, o das pistolas, pela PSP. Em comum, além de Laranginha, têm a associação criminosa e o tráfico de armas - internacional no caso do furto nos paióis militares. No inquérito de Tancos o Ministério Público (MP) está também a investigar possíveis ligações ao terrorismo internacional.

Terrorismo internacional

No entanto, ao que o DN conseguiu apurar, neste momento apenas um dos arguidos detidos em Setembro, o ex-fuzileiro suspeito de ter organizado o assalto a Tancos, em prisão preventiva, está indiciado por este crime, juntamente com o tráfico de armas e droga.

De acordo com o advogado Carlos Melo Alves, que defende dois dos suspeitos detidos esta segunda-feira, estes arguidos "estão indiciados por participar no furto de Tancos, embora nenhum esteja indiciado por terrorismo internacional".

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