Nasce o 7Margens, um jornal digital sobre religião

O diário digital 7Margens, um novo projeto que pretende "tratar todas as questões ligadas ao fenómeno religioso e espiritual de uma forma mais ampla", arranca na segunda-feira, disse hoje à Lusa o diretor editorial, António Marujo.

O projeto, adiantou o jornalista, surge do "empenho" de um grupo de profissionais, tendo em conta que o "fenómero religioso tem uma presença muito marginal nos media nacionais".

Começou a ser preparado em setembro e pretende "tratar todas as questões do fenómeno religioso de forma mais ampla", não se limitando ao institucional, prosseguiu, sublinhando que "a religião cruza-se com muitas dimensões da vida das pessoas".

Este projeto "não tem a ver com instituições", mas antes "com experiências pessoais e de grupos", disse, apontando que há estudos que indicam que muitas pessoas "vivem a sua experiência religiosa à margem de grandes instituições".

O 7Margens arranca na segunda-feira, às 07:07, ainda com uma "pequena equipa", de três pessoas e mais três a quatro colaboradores, mas espera "crescer com o tempo".

O músico Pedro Abrunhosa é um dos temas de arranque do 7Margens, disse António Marujo, no âmbito de uma entrevista a propósito do novo disco, "onde ele fala do que é a espiritualidade, o papel da arte" ou ainda sobre a Bíblia.

O projeto conta com informação, notícias, alertas, opinião e comentário sobre as mais diversas buscas espirituais.

Propriedade de uma associação cultural sem fins lucrativos, a Porta 18, "aspira a ser financiado exclusivamente pelos seus leitores/apoiantes, mas recorre também a donativos institucionais que publicita regularmente de modo a assegurar total transparência com aqueles que o visitam", de acordo com informação sobre o projeto.

O 7Margens iniciou uma campanha de recolha de fundos onde propõe um contributo por pessoa/família de 100 euros.

De acordo com o estatuto editorial, trata-se de um "projeto jornalístico de qualidade, atento à busca de sentido, à inquietação espiritual e à dimensão religiosa nas sociedades contemporâneas", pratica "um jornalismo inspirado nas regras éticas e deontológicas das melhores práticas profissionais".

"Recusa a difusão de notícias sem confirmação, a culpa sem provas e noticiar sem ouvir as partes envolvidas. Não publica rumores, nem confunde notícia com opinião. Procura o contraditório e não sacrifica o rigor da notícia à pressa de a publicar", refere o estatuto.

Diz não ser confessional nem proselitista, sendo independente de quaisquer poderes, incluindo o religioso. "Não tem temas-tabu" e "valoriza o debate sobre o sentido do religioso e a dimensão espiritual na sociedade democrática, incluindo o ponto de vista ateu e agnóstico", salienta.

"Dedica especial atenção às artes e à cultura, à justiça social, à dignidade e aos direitos humanos, à ecologia e à paz, enquanto lugares de interrogação crítica da procura espiritual, das vivências religiosas e das próprias religiões", aponta ainda o estatuto, acrescentando que "valoriza as notícias, mas também a entrevista, o testemunho, a reportagem, o debate, a opinião e a crítica cultural, prestando especial cuidado à contextualização dos acontecimentos, factos e processos que reporta".

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