DGS garante que dados da covid-19 são fiáveis. Governo admite necessidade de melhorias

A DGS garante que o número de casos reportados em Portugal são "o mais perto possível da realidade". Por sua vez, o secretário de Estado da Saúde admitiu a necessidade de melhorar a integração das plataformas de registo e notificação de doentes infetados com o novo coronavírus.

"Não tem nada a ver com esconder casos. O nível de casos reportado a nível nacional é o número do qual temos conhecimento", assegurou Graça Freitas na conferência de imprensa regular sobre a pandemia em Portugal, onde foi questionado sobre as dúvidas quanto aos dados dos boletins diários. Graça Freitas sustentou que os "afinamentos a fazer" não são em relação ao número total de casos, mas em relação aos concelhos.

A diretora-geral da Saúde garantiu esta segunda-feira que os dados sobre o número de casos de covid-19 em Portugal são fiáveis, observando que a informação dos boletins diários está "o mais perto possível da realidade".

Governo admite necessidade de melhorias


O secretário de Estado da Saúde admitiu a necessidade de melhorar a integração das plataformas de registo e notificação de doentes infetados com o novo coronavírus.

"Precisamos de uma melhor integração de plataformas, nomeadamente o Sinave Lab, o Sinave Med e o Trace Covid, para termos uma radiografia mais fina da situação. E estamos a trabalhar nisso, enquanto se continua a combater a pandemia em direto", disse António Lacerda Sales, durante a habitual conferência de imprensa sobre a pandemia em Portugal.

O balanço diário da Direção-Geral da Saúde reflete os dados que são introduzidos nas duas vertentes da plataforma denominada Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (Sinave), mas por vezes essa notificação é feita com algum atraso.

"Temos de conhecer a realidade no terreno para melhor adequar a resposta e é também por isso que temos solicitado a notificação atempada de casos por parte dos profissionais de saúde", referiu António Lacerda Sales.

O secretário de Estado reconheceu que o país não estava preparado para "uma epidemia desta escala", mas recordou aquela que considerou ser uma boa resposta do Serviço Nacional de Saúde.

"Além de registarmos menos óbitos, tivemos uma menor pressão nos serviços de saúde e testamos mais do que a maioria dos países da Europa", sublinhou, acrescentando que o país utilizou as ferramentas que estavam disponíveis, melhorou-as e criou novas, como a plataforma Trace Covid.

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