DGS alerta para as medidas a tomar em fase de mitigação

Em comunicado emitido esta segunda-feira, a DGS alerta para as medidas transversais de preparação para a primeira fase de mitigação.

Após se ter verificado o início da transmissão local de Covid-19 em Portugal e atendendo à emergência de saúde pública, declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como pandemia, a DGS considerou necessária a adoção de medidas e procedimentos adequados a cada uma das fases de propagação do vírus

Desta forma, a DGS declara que até à emissão da Norma relativa às " "Medidas de mitigação e a abordagem clínica do doente com suspeita e infeção por SARS-CoV-2" serão seguidas as medidas descritas no comunicado.

É decretada a implementação de áreas dedicadas à avaliação e tratamentos dos pacientes com Covid-19, em Unidades Hospitalares e nos Cuidados de Saúde Primários, que devem ser asseguradas pelas Administrações Regionais de Saúde, Conselhos de Administração dos Centros Hospitalares, Unidades Locais de Saúde e Diretores Executivos dos Agrupamentos de Centros de Saúde.

"As ADC (áreas dedicadas ao Covid-19) devem estar bem identificadas, com sinalética apropriada, e serem do conhecimento das comunidades regionais e locais, para garantir a efetiva separação dos doentes com suspeita e confirmação de infeção SARS-CoV-2 dos restantes." Lê-se no nº2 da Norma.

A máscara cirúrgica é obrigatória para todos os profissionais de saúde e os resultados dos testes realizados para o novo coronavírus devem ser registados na plataforma dedicada ao efeito, independentemente do resultado.

Para além destas medidas, é também implementada a obrigação de registar e testar todos os casos suspeitos.

Todos os órgãos superiores de saúde devem garantir o incentivo à atitude responsável e cívica dos cidadãos, para além do fornecimento de informações adequadas sobre os locais de acesso ao SNS aos doentes com suspeita de contaminação pelo vírus.

Este comunicado foi redigido no seguimento do despacho da Ministra da Saúde, na data de 15 de Março de 2020, o qual reconhece que " os desafios que o País enfrenta no momento atual, decorrentes do novo coronavírus SARS-CoV-2, gerador da doença COVID-19, implicam um esforço coletivo na prevenção e controlo da pandemia."

"O combate a este surto de infeção exige que se assegure a capacidade de resposta dos serviços públicos de saúde para fazer face às necessidades de prestação de cuidados de saúde. O papel dos diversos profissionais de saúde é indispensável na capacidade de resposta que o Ministério da Saúde tem de assumir." Declara Marta Temido no despacho.

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